Extraído de The Doctrine of Repentance, reimpresso por The Banner of Truth Trust.
Fonte: Sítio da Editora Fiel
Disponível em : http://monergismo.com/thomas-watson/seis-componentes-do-arrependimento/
"Uma coisa pedi ao SENHOR, e a buscarei: que possa morar na casa do SENHOR todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do SENHOR, e inquirir no seu templo..." Salmo 27:4
Adoradores ou Consumidores? O Outro Lado da Herança de Charles Finney
Adorar a Deus em toda sua Santidade

Marcos 1: 40-45 – “E aproximou-se dele um leproso que, rogando-lhe, e pondo-se de joelhos diante dele, lhe dizia: Se queres, bem podes limpar-me. E Jesus, movido de grande compaixão, estendeu a mão, e tocou-o, e disse-lhe: Quero, sê limpo. E, tendo ele dito isto, logo a lepra desapareceu, e ficou limpo. E, advertindo-o severamente, logo o despediu. E disse-lhe: Olha, não digas nada a ninguém; porém vai, mostra-te ao sacerdote, e oferece pela tua purificação o que Moisés determinou, para lhes servir de testemunho. Mas, tendo ele saído, começou a apregoar muitas coisas, e a divulgar o que acontecera; de sorte que Jesus já não podia entrar publicamente na cidade, mas conservava-se fora em lugares desertos; e de todas as partes iam ter com ele.”
O verdadeiro adorador nunca sai da presença de Jesus do jeito que chegou! E foi assim com aquele leproso.
Naquela época a lepra não era um resfriado qualquer era uma terrível enfermidade. A lepra gerava um estigma, uma marca. Os leprosos eram condenados a praticamente não viver na sociedade, pois sua doença poderia contaminar e matar outras pessoas. Eles eram expulsos de suas famílias e proibidos de procurar e tocar as pessoas, sob pena de morte.
Eram pessoas condenadas a viver nos desertos e, praticamente, condenadas a não mais receber um abraço de seus familiares e amigos. Eram pessoas excluídas da sociedade e sentiam-se como condenados a uma morte em vida. Ainda não existia uma cura e a distancia entre a vida e a morte a cada dia era menor, pois a lepra era uma doença degenerativa do corpo. As partes do corpo iam apodrecendo e caindo. Nenhuma ferida aberta volta a cicatrizar. A dor a cada dia de vida é maior e mais intensa. Seu aspecto é cada vez mais repulsivo e cadavérico.
E todas essas adversidades que estavam presentes na vida daquele leproso não o impediram de ter um encontro com Jesus. A atitude daquele homem nos ensina muito, o ser humano que busca Deus precisa aprender com a postura daquele leproso:
1) CRER EM JESUS DE TODO O SEU CORAÇÃO – o leproso não perguntou se Jesus podia curá-lo. Isso já estava resolvido em seu coração! Tinha certeza do poder de Cristo, só não sabia se Jesus queria curá-lo.
Hebreus 11: 6 – “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.”
Quantas pessoas querem aproximar-se de Deus, contudo, duvidam da sua existência e poder para entrar com restauração em sua vida. O leproso não tinha essa dúvida, apesar de rejeitado e excluído da sociedade sabia que Deus não olharia para sua aparência e sim para o seu coração contrito.
1 Samuel 16:7 - "... porque o SENHOR não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o SENHOR olha para o coração."
Salmos 51:17 – “O sacrifício aceitável a Deus é o espírito quebrantado; ao coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus.”
2) HUMILDADE – o leproso não chegou até Jesus exigindo nada, apenas colocou-se na absoluta dependência de Deus. Muitos cristãos hoje estão entrando na onde de dizer que tem que determinar a bênção em suas vidas, contudo, essa nova “onda teológica” fere completamente a soberania divina. Somos apenas criaturas que dependemos da misericórdia do Pai e se Ele quiser nos abençoará. É Deus que efetua todas as boa dádivas em nossas vidas e mesmo diante de terríveis problemas, devemos fazer como o leproso: com humildade confiar na vontade de Deus.
“Em me vindo o temor, hei de confiar em ti.” Salmos 56:3
Antes, ele dá maior graça. Portanto diz: Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Tiago 4:6
Porque tu livrarás o povo aflito, e abaterás os olhos altivos. Salmos 18:27
Ainda que o SENHOR é excelso, atenta todavia para o humilde; mas ao soberbo conhece-o de longe. Salmos 138:6
Nenhum problema é grande demais para a intervenção de Deus e nenhuma pessoa é pequena demais para Sua atenção.
3) O VERDADEIRO ADORADOR TOCA O CORAÇÃO DE JESUS – o verdadeiro adorador não tenta enganar, manipular ou comprar a Deus (como se pudesse). Ele entra na presença do Pai relata suas misérias e humildemente espera suas bênçãos.
Muitas pessoas hoje vão até Deus em busca de um “passe evangélico”, contudo, não oram, não adoram, não louvam. O leproso colocou-se de joelhos perante Jesus e após ter sido curado não conseguiu se conter apesar da advertência dada por Jesus e passou a dar testemunho do poder de Deus em sua vida.
Ajoelhar-se. Isto significa muito: não sou mais dono de minha vida; preciso do amor e da misericórdia que recebo a cada dia; preciso do pão que deixam na beira do caminho para poder sobreviver; não posso tocar os outros, pois sou capaz de matar até quem eu amo. Reconhecer tudo isto é ajoelhar-se diante de Jesus. Quais são as tuas lepras? Quais são as coisas que obrigam as pessoas a ficar longe de ti? Quais são as coisas que vão deteriorando teu coração a cada dia? Tenho muitos exemplos, mas citá-los apenas pode parecer discurso pronto, aquelas coisas que todo mundo fala. Por isto, peço a você que reflita sobre isto em seu interior. Você só precisa saber, como sabia o Leproso, que Jesus sim pode curar-te. Você acredita nisto?
Autor: Sérgio Henrique Zilochi Soares
ORGULHO ESPIRITUAL - WILLIAN GURNALL (1616-1679)

Uma espécie de orgulho espiritual que cresce como erva daninha no meio do trigo e que Satanás usa para atacar o cristão é o orgulho da graça. Os dons nos são dados para agir; a graça nos é dada para ser. Estamos falando aqui sobre a medida da graça ou dos atributos de santidade que Deus concede a uma pessoa. Sabemos que tudo o que possuímos nesta vida está sujeito à corrupção – nada do que o cristão tenha ou que faça está isento deste verme do orgulho. O orgulho é o maior responsável pelas áreas fracas nas nossas virtudes, que são altamente vulneráveis. Não é a natureza da nossa graça, mas o sal da aliança de Deus que preserva a pureza dela.
De que maneiras, então, pode um santo tornar-se orgulhoso de sua graça?
Primeiro, por confiar na força da própria graça. Confiar na força da própria bondade é ter orgulho da graça. Deste modo você recusa a pobreza de espírito que Cristo tanto recomendou (Mt 5). Somos exortados a reconhecer a própria pobreza espiritual a fim de que nos apoiemos em Deus para toda e qualquer necessidade. Paulo era um homem assim. Ele não se envergonhava de que o mundo todo soubesse que era Cristo o responsável por toda sua provisão: “a nossa capacidade vem de Deus” (2 Co 3.5).
O que aconteceu a Pedro quando ele se vangloriou da força de sua própria graça?“Ainda que todos se escandalizem, nunca, porém, eu”, jactou-se Pedro (Mc 14.29). Ele se colocou para medir forças numa corrida com o diabo, mas perdeu antes mesmo de sair do portão. Com misericórdia, Cristo permitiu que Satanás pisoteasse a graça particular de Pedro para revelar-lhe sua própria natureza e para derrubá-lo da exaltação do seu orgulho.
Ore para que Deus seja igualmente misericordioso com você se você começar a subir a escada dos próprios sucessos espirituais. Joabe observou que estava crescendo em Davi o orgulho pelo poder do seu reino, levando-o a querer recensear a nação; foi por isso que disse ao rei: “Ora, multiplique o Senhor teu Deus a este povo cem vezes ... mas, por que deseja o rei meu senhor este negócio?” (2 Sm 24.3). Pode um cavalariço orgulhar-se de exercitar o cavalo do seu patrão ou um jardim jactar-se porque o sol brilha nele? Não deveríamos nós dizer a respeito de cada gota de bondade o mesmo que o jovem discípulo de Eliseu disse a respeito da sua machadinha: “Ai, meu senhor! ela era emprestada”? (2 Rs 6.5).
Confie na força de seus próprios atributos de santidade, e você começará a relaxar em seus deveres para com Cristo. Reconhecer que é fraco faz com que você não se afaste muito dele. Quando você vê que sua própria despensa está vazia e tudo o que precisa está na dele, com mais frequência buscará suprimento nele. Mas quem pensa que pode tomar conta sozinho de si mesmo diria: “Tenho mais do que o suficiente para me sustentar durante muito tempo. Aquele que tem dúvida que ore; a minha fé é forte. Que os fracos busquem ajuda em Deus; posso muito bem cuidar de mim mesmo”. Que situação lamentável, supor que não precisamos mais da graça de Deus para nos sustentar minuto a minuto.
Superestimar a força de nossa própria bondade não somente nos induz a desprezar a ajuda de Deus, como também nos torna imprudentes, temerários e ousados. Quem se gaba da própria espiritualidade é capaz de se colocar em toda espécie de situação perigosa e, depois, ainda sair se vangloriando que é capaz de se dar bem nelas. Acha que está tão firme na verdade que uma equipe inteira de hereges não seria capaz de demovê-lo do caminho. Vai a lugares que não deveriam ser frequentados por cristão algum, ouve coisas que nenhum cristão deveria ouvir – enquanto continua insistindo o tempo todo que ainda que outros possam trair a Cristo em tais circunstâncias, ele nunca o abandonará. Pedro demonstrou essa mesma confiança tola na véspera da crucificação do nosso Senhor, e você sabe como ele se saiu. Sua fé poderia ter sido totalmente destruída no mesmo instante se Jesus não o tivesse resgatado com seu olhar de amor.
Confiança arrogante na força da própria graça também fará de você uma pessoa crítica e antipática para com os irmãos que reconhecem que são fracos – e esse é um pecado extremamente indecoroso. “Se alguém for surpreendido nalguma falta”, diz Paulo, “vós, que sois espirituais, corrigi-o com o espírito de brandura” (Gl 6.1). E se você quer saber por que você, que se considera acima de qualquer repreensão, deveria se abaixar para ajudar um irmão caído, eis uma excelente razão: “guarda-te para que não sejas também tentado”.
Deus o adverte contra a espiritualidade superconfiante. O que torna os homens descaridosos para com os pobres? Pensar que nunca serão pobres. O que faz os cristãos julgarem os outros tão severamente? A confiança na própria bondade, achando que nunca cairão. Bernardo costumava dizer, sempre que ouvia a respeito de qualquer pecado escandaloso de um irmão: “Ele caiu hoje; amanhã quem pode tropeçar sou eu”. Oh, que todos nós tivéssemos esse mesmo espírito de humildade!
Um segundo modo de nos tornarmos orgulhosos da própria graça é apoiar-nos no valor da nossa graça – pensando que podemos ser suficientemente bons para agradar a Deus. A Escritura chama a graça inerente de “justiça própria” e a coloca em oposição à justiça de Cristo, que é a única chamada de “justiça de Deus” (Rm 10.3). Quando confiamos na própria graça, estamos exaltando-a acima da graça de Deus. Se ela realmente fosse superior, então um santo poderia dizer ao chegar no céu: “Esta é a cidade que eu construí, comprada pela minha graça”.
Isto faria de Deus um inquilino, e da criatura, o senhorio! Ridículo? Entretanto, é exatamente esta a atitude que demonstramos quando procuramos obter a aceitação de Deus por meio dos próprios esforços. Como é que o Deus do universo suporta com tanta paciência tamanho orgulho em criaturas tão humildes!
Se você tem algum entendimento da Palavra de Deus, sabe que Deus determinou que nossa salvação fosse obtida por um método muito diferente daquele que é baseado no esforço. É, de fato, um método de graça – mas nunca da graça do homem. Pelo contrário, é a graça divina de Deus. Qualquer graça inerente em nós tem sua importância e sua função de “acompanhar a salvação” (Hb 6.9), mas nunca de obtê-la. Isso é obra de Cristo, e somente dele.
Quando Israel aguardava o Senhor no Monte Sinai, havia a demarcação de fronteiras. Ninguém podia subir a montanha para falar com Deus, com exceção de Moisés. Não podiam nem tocar na montanha, senão morreriam. Eis aqui uma metáfora espiritual da nossa graça. Todas as graças são concedidas para aperfeiçoar nosso serviço para Deus, mas nenhuma delas pode substituir a fé como base para ser aceito por Deus. Fé – desonerada das obras – é a graça que deve apresentar-nos a Cristo para a salvação e purificação.
Essa doutrina da justificação pela fé foi mais atacada do que qualquer outro ensinamento das Escrituras. Na verdade, muitos outros erros foram apenas estratégias astutas do inimigo para chegar mais perto e minar essa doutrina fundamental. Quando Satanás não consegue esconder essa verdade, ele se empenha para evitar sua aplicação prática. Por isso você pode ver cristãos que defendem a justificação pela fé, enquanto a atitude e as ações deles contradizem tal profissão de fé. Como Abraão, quando procurou Hagar, eles tentam realizar o propósito de Deus através de um plano carnal. Todos esses esforços que parecem tão nobres, na realidade são ilegítimos porque estão alicerçados no orgulho.
Em última análise, a vanglória das próprias capacidades é o que faz você continuar se esforçando para ser justo. Você tenta sempre orar mais intensamente, empenhar-se para ser um cristão melhor e lutar para ter mais fé. Você continua dizendo para si mesmo: “Posso conseguir!”. Mas logo descobrirá que sua própria graça é insuficiente até para a menor das tarefas, e sua alegria se esvairá pelas frestas dos seus deveres imperfeitos e suas graças enfraquecidas. A linguagem do orgulho relaciona-se com a aliança de obras. A única maneira de escapar dessa armadilha é deixar a Nova Aliança romper as cordas da antiga e reconhecer que a graça de Cristo supera em muito as obras da lei.
Satanás usa dois tipos de orgulho para fazer-nos continuar confiando no valor da graça própria. Um deles eu chamo de orgulho mascarado; o outro, de orgulho de autoelogio.
Orgulho mascarado anda na ponta dos pés, disfarçado de humildade. É o orgulho da pessoa que chora e se lamenta por causa de sua vil condição, mas que se recusa a ser confortada. É verdade – nenhum de nós é capaz de descrever seus pecados de modo a mostrar quão negros realmente são. Mas pense no quanto desfaz a misericórdia de Deus e o mérito de Cristo quando você diz que não são suficientes para comprar o seu perdão! Não existe uma maneira melhor de mostrar seu senso de pecado do que caluniar o Salvador? Você não quer sentir-se devedor a Cristo porque ele comprou sua salvação, ou é orgulhoso demais para pedir-lhe perdão?
Que orgulho terrível é um mendigo passar fome para não pedir esmolas a um homem rico, ou um criminoso condenado escolher a morte no lugar de aceitar o perdão da mão de um governante compassivo. Contudo eis aqui algo ainda pior – uma alma definhando e perecendo no pecado rejeitar a misericórdia de Deus e a mão de Cristo estendida para salvá-la. Deus afirma que não há ninguém que ele não possa salvar. Se você persiste em sua atitude de denegrir a si mesmo, está chamando Deus de mentiroso. Você foi ludibriado para acreditar que suas lágrimas purificam mais do que o sangue de Cristo.
Uma outra forma de orgulho espiritual que demonstra que está confiando no valor da própria graça é o orgulho de autoelogio. Isso acontece quando o coração se eleva secretamente e diz de si mesmo: “Eu posso não ser perfeito, mas com certeza sou melhor do que a maioria dos cristãos que conheço”. Esse tipo de visão interior é adúltero – ou, melhor dizendo, idólatra. Cada vez que você contempla sua justiça própria com tal atitude interior de admiração e confiança, está cometendo de fato uma grande iniquidade. É chegar à porta do céu com uma chave antiga quando Deus já trocou a fechadura.
Se você é verdadeiramente um cristão, precisa reconhecer que sua entrada inicial na posição de justificação foi por pura misericórdia. Você foi “justificado gratuitamente por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus” (Rm 3.24). Tendo sido reconciliado, a quem você é devedor agora – à sua própria bondade, à sua obediência, a você mesmo – ou a Cristo? Se Cristo não dirige tudo o que você faz, com certeza encontrará a porta da graça fechada. “Visto que a justiça de Deus se revela no evangelho de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé” (Rm 1.17). Não somente fomos vivificados por Cristo, mas também vivemos por ele. O caminho para o céu está pavimentado com graça e misericórdia, do começo ao fim.
Por que Deus insiste tanto em que usemos a sua graça em vez da nossa? Porque ele sabe que a nossa graça é inadequada para a tarefa. Esta é a verdade: confiar na própria graça somente nos traz dificuldade e dor de cabeça; confiar na graça de Deus traz paz e alegria permanentes.
Em primeiro lugar, confiar na própria bondade, no fim, a destruirá. A graça inerente é fraca. Obrigue-a a suportar o jugo da lei e, mais cedo ou mais tarde, ela desmaiará pelo caminho, inadequada para a tarefa de puxar a pesada carga da velha natureza. É do jugo de Cristo que você precisa, mas você não pode recebê-lo até que jogue fora aquele que o prende às obras.
Isso é feito através de renunciar a toda e qualquer expectativa quanto a você mesmo. Se você é um daqueles que afirmou durante anos que era cristão, apesar de ver pouco fruto em sua vida, talvez deveria cavoucar com mais profundidade até a raiz de sua profissão de fé e descobrir se a semente que plantou foi cultivada no solo estéril do legalismo. Se foi assim, arranque-a imediatamente e replante sua alma num campo fértil – a misericórdia de Deus.
Davi nos relata como veio a prosperar ao passo que alguns que eram ricos e famosos de repente secaram e morreram: “Eis o homem”, disse ele, “que não fazia de Deus a sua fortaleza, antes confiava na abundância dos seus próprios bens... Quanto a mim, porém, sou como a oliveira verdejante na casa de Deus; confio na misericórdia de Deus para todo o sempre” (Sl 52.7-8).
Você não somente esmaga sua graça, fazendo-a carregar o peso da sua salvação, mas também se priva do verdadeiro conforto em Cristo. O conforto do evangelho jorra de uma raiz do evangelho, que é Cristo. “Porque nós é que somos a circuncisão, nós que adoramos a Deus no Espírito, e nos gloriamos em Cristo Jesus, e não confiamos na carne” (Fp 3.3).
O primeiro passo para receber o conforto do evangelho é mandar embora todos os nossos próprios confortadores. Um médico pede ao seu paciente que pare de ir a todos os outros médicos que mexeram com sua saúde, e que confie somente nele para obter a cura. Na qualidade de médico espiritual, o Espírito Santo pede que você mande embora todos os antigos doutores – todos os deveres, todos os outros tipos de obediência – e que se apóie somente nele.
Você tem um clamor que sai das profundezas por uma paz interior? Então verifique de que tipo de recipiente você está tirando seu conforto. Se for o recipiente da própria suficiência, o suprimento é finito e muito em breve irá secar. Ele é misturado e diluído e, por causa disso, não é nutritivo. Acima de tudo, é uma fonte roubada se você afirma que vem de si mesmo e não o reconhece como um dom de Deus. Agora pense: que tipo de conforto você pode obter de mercadorias roubadas? E que tolice é brincar de ladrão quando seu Pai tem muito mais para lhe dar e muito melhor do que tudo que você poderia surripiar numa vida inteira! Que engano engenhoso de Satanás – fazer-nos dispostos a roubar, mas orgulhosos demais para pedir a misericórdia das mãos de Deus.
Extraído de The Christian in Complete Armour, Volume One (O Cristão com Armadura Completa: Volume Um) por William Gurnall (1616-1679)
NÃO julgueis, para que não sejais julgados. (Mateus 7)
Muitos, hoje em dia, na igreja evangélica brasileira assumem a posição do politicamente correto. Onde o julgar é visto como algo desamoroso, algo que gera desunião e portanto, não deve ser aplicado nem dentro, nem fora da igreja. Erroneamente, esses distorcem o texto de Mateus 7:1 e aplicam o versículo fora do contexto. Fui acusada de julgamento algumas vezes e quero deixar uma resposta sobre isso.
Resumidamente, a minha posição é esta: Jesus proíbe sim o julgamento, mas não todo o tipo de julgamento. Ele afirma que não devemos utilizar o 'nosso' próprio julgamento, porque assim como julgarmos seremos também julgados. Mas, temos sim o direito e o dever de apontar o julgamento de Deus a respeito de toda doutrina e circunstância. E como ter certeza sobre os julgamentos de Deus? Pelas escrituras, é claro. Lá já estão revelados todos os julgamentos de Deus.
Para falar um pouco mais sobre isso, segue o texto do Blog BEREIANOS (que foi publicado também pelo Genizah), e abaixo um video do Pastor Josemar Bessa que também aborda o mesmo tema.
O que mais se vê nestes “últimos dias” são heresias pregadas em muitas igrejas por aí. A cada dia ficamos mais indignados com tamanha distorção Bíblica, o Evangelho genuíno está sendo deixado de lado e sendo trocado por uma “teologia popular” voltada ao misticismo, aos modismos, as falsificações bíblicas e fetiches populares.
Apóstolos, pai-póstolos, gurus gospel tem surgido por aí trazendo um "outro evangelho". A palavra de Deus em sua essência é trocada por modismos, por hierarquias eclesiásticas, por dinheiro e por interesses particulares destes "super crentes". São tantos "shofás proféticos" que não aguento mais tanta barulheira.
É tanto "mantra gospel" que meus ouvidos já estão estourando, é tanto ré-plé-plé que meu senso de racionalidade clama por socorro! Quebra de maldições hereditárias onde o crente nunca se converte de verdade, seções de descarrego, sabonetes de arruda, rosa ungida, sal grosso... É tanto "copo d'agua consagrado" que dá até vontade de ir ao banheiro. Unções especiais, urros, gritos, histerias, regressões, encontros tremendos, etc.Diante de tudo isso, muitos Cristãos infelizmente tem se calado, pois existe um conceito errado de que não devemos julgar nada, que não é o nosso papel estar julgando o que ocorre com estas pessoas, principalmente se vamos falar de algum “líder” que esteja em um comportamento que vai contra as escrituras.Resumindo, querem nos calar mesmo!
Já não bastasse a perseguição contra os Cristãos que hoje em dia ocorre em muitos lugares no mundo, inclusive no Brasil, ainda temos que aguentar a distorção bíblica de que jamais deveremos abrir a boca de pastor x, apóstolo y, pois são os "ungidos de Deus". Nestes ninguém fala, até Davi foi repreendido pelo profeta Natan, mas estes líderes contemporâneos não podem ser repreendidos por algum erro ou heresia. É proibido pensar, é proibido julgar! Muitas mentes estão sendo cauterizadas por esta "nova doutrina”.
Existem algumas passagens Bíblicas que muitos Cristãos têm interpretado erroneamente a respeito de julgamento. Meu compromisso nesta postagem é desmistificar e esclarecer ao Povo de Deus de que não devemos nos calar jamais, pelo contrário, devemos por obrigação exortar e lutar pelo Evangelho genuíno de Cristo, afinal, quem ama luta pela verdade, pois "O amor não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade". (1 Co 13:6).
Não julgueis, para que não sejais julgados.” Mateus 7:1Em primeiro lugar deixo claro que aqui JESUS claramente proíbe o julgamento. Mas a grande questão é se JESUS proíbe qualquer julgamento ou somente certo tipo de julgamento. O versículo 1 por si mesmo não nos dá uma resposta para esta pergunta. Por isso temos que aplicar uma regra fundamental para poder interpretar a Bíblia. Analisar sempre o contexto da passagem citada para poder saber de que se trata a mesma, pois sabemos que texto fora de contexto é um pré-texto para formar até mesmo uma heresia.
Para sabermos de que tipo de Julgamento JESUS proibiu nesta passagem vamos analisar o contexto: “Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também. Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão”
Mt 7:2-5 Analisando o contexto podemos ver claramente que JESUS proíbe especificamente o “julgamento hipócrita”. Jesus diz aos judeus no versículo 1 que eles não devem julgar. No versículo 2, ele dá a razão pela qual eles não devem julgar: o padrão que eles usam para julgar os outros será o mesmo padrão que os outros usarão para julgá-los. Eles não devem ignorar seus próprios pecados, enquanto condenando os mesmos pecados nos outros. Fazer isto é julgar com um “padrão Duplo”, ou seja, julgar hipocritamente.Não é hipócrita condenar o irmão por uma pequena falta, ou mesmo tentar ajudá-lo a sobrepujá-la, quando você mesmo é culpado de uma falta maior? Esta é a grande questão que JESUS estava colocando diante do povo nesta passagem.
Mateus 7:1, de acordo com o seu contexto, não proíbe todo julgamento e intolerância, mas somente o julgamento e intolerância hipócrita. De fato, ele requer de nós que, após nos arrependermos dos nossos próprios pecados, condenemos o pecado do irmão como pecado, e ajudemo-lo a se voltar dele.“tira primeiro a trave do teu olho”, diz Jesus, “e então, verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão”. Mt 7:5 Jesus ordena uma intolerância genuína, e não hipócrita, do pecado que o irmão comete.
Outra passagem bastante utilizada é João 8:7-11. O contexto é a história da mulher que foi pega no próprio ato de adultério e trazida a Jesus pelos escribas e fariseus. No versículo 7, Jesus diz aos escribas e fariseus: “Aquele que dentre vós estiver sem pecado seja o primeiro que lhe atire pedra”. No versículo 11 ele fala para a mulher: “Nem eu tampouco te condeno; vai e não peques mais”. Os defensores da tolerância usam estas palavras para argumentar que ninguém deveria condenar outras pessoas, pois não é melhor que elas.Entendamos por ora que, quando alguém julga, ela dá um veredicto: Culpado ou inocente. Após ser julgada, a pessoa é sentenciada: A pessoa culpada é condenada (sentenciada ao castigo) e a inocente é liberta. O ponto é que julgar e condenar são duas coisas distintas, relacionadas, mas não idênticas. Tendo isso em mente, note que Jesus de fato julga esta mulher, mas não a condena. Ao dizer-lhe “vai e não peques mais”, Jesus indica que ela tinha pecado. Em si mesma, a acusação dos fariseus estava correta, e Jesus julgou o pecado como sendo pecado.
Isto mostra intolerância pela ação pecaminosa! Seguindo o exemplo de Jesus, devemos dizer aos pecadores que mostrem arrependimento genuíno não mais cometendo pecado.Embora Jesus tenha julgado a mulher, ele não a condenou. Ela pode ir embora: ela não foi executada. O evangelho para o pecador penitente é:“Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.”Rm 8:1Esta é a mensagem que Jesus dá à mulher; o próprio Jesus foi condenado por ela! Ele suportou o castigo que lhe era devido, para que ela pudesse ser livre!
A resposta de Jesus aos fariseus expõe o julgamento hipócrita deles no assunto (o propósito primário deles, certamente, não tinha nada a ver com a mulher; era pegar Jesus em suas próprias palavras. Todavia, Jesus sabia que os fariseus se orgulhavam da justiça própria deles, e respondeu à luz deste fato).
Os fariseus, Jesus recorda-os, também eram culpados de pecado, e especificamente de adultério, quer físico ou no coração. Porque também não eram livres de pecado, também eram dignos de morte como ela. Assim, ao desejar saber que julgamento ela deveria ter recebido, eles revelaram sua própria hipocrisia e motivação errônea.João 8:7 e 11 nos ensinam como tratar os que pecam. O versículo 11 diz que devemos desejar o arrependimento do pecador; o versículo 7 nos ensina que não devemos fazer isso hipocritamente, nem com motivos errôneos ou de uma maneira imprópria. Contudo, a passagem não quer dizer que nunca devemos considerar as pessoas responsáveis por seus pecados (isto é, julgar o pecado como sendo pecado).
Agora gostaria de colocar as passagens Bíblicas que nos ordenam julgar.
João 7:24 “Não julgueis segundo a aparência, e sim pela reta justiça”.Outras passagens na Escritura nos ordenam positivamente a julgar. Uma passagem que nos diz isso claramente é esta citada acima. Ela se encontra no contexto da discussão de Jesus com os judeus que questionaram sua doutrina, e tinham-no acusado de ter um diabo (Jo 7:20) e de quebrar o dia do Sábado curando um homem (Jo 5:1-16). A eles Jesus diz: “Não julgueis segundo a aparência, e sim pela reta justiça”. Ao dizer “não julgueis”, Jesus não pretende proibir o julgamento como tal, mas proibir certo tipo de julgamento, como a parte positiva deste versículo deixa claro. Podemos julgar, mas quando o fizermos, devemos julgar justamente.O julgamento exterior e superficial – isto é, julgar simplesmente sobre base do que parece ser o caso, sem conhecer todos os fatos – é um julgamento imprudente, injusto e sem discernimento, que é contrário ao nono mandamento da lei de Deus. Deus odeia tal julgamento. O Julgamento justo é feito usando a lei de Deus como o padrão pelo qual discernimos se o que parece ser é o caso é realmente o caso.
1 Co 5 1 Coríntios 5 é um capítulo importante com respeito ao dever positivo de julgar. Primeiro, no versículo 3 Paulo declara, sob a inspiração do Espírito, que ele tinha julgado um membro da igreja em Corinto que estava vivendo no pecado da fornicação. Seu julgamento foi “seja entregue [tal pessoa] a Satanás para destruição da carne, para que o espírito seja salvo no Dia do Senhor Jesus”. Este é um julgamento ousado da sua parte.Segundo, nos versículos 9-13, Paulo lembra aos santos do seu dever de julgar as pessoas que estão dentro da igreja, quanto ao fato destes estarem, ou não, obedecendo a lei de Deus.Aqueles que alegam ser cristãos e são membros da igreja, mas que são julgados como sendo impenitentemente desobedientes a qualquer mandamento da lei de Deus (vs 9-10), devem ser excluídos da comunhão da Igreja. Paulo, sob a inspiração do Espírito, diz para a igreja não tolerar pecadores impertinentes.
Outras passagens: Outras passagens também indicam que é nossa responsabilidade julgar. Jesus pergunta às pessoas em Lucas 12:57: “E por que não julgais também por vós mesmos o que é justo?”. Jesus repreende os escribas e fariseus em Mateus 23:23 e Lucas 11:23, dizendo: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém fazer essas coisas e não omitir aquelas”. Era o dever deles, de acordo com a lei, julgar – mas eles tinham falhado neste dever. Paulo orou para que o amor dos irmãos filipenses “aumentasse mais e mais em pleno conhecimento e toda a percepção”. (Fl 1:9). Ele diz aos de Corintos: “Falo como a criteriosos; julgai vós mesmos o que digo”. (1 Co 1:15).Os cristãos são solicitados a examinar tudo e reter o bem (1 Ts 5:21). Eles também são obrigados a provar se os espíritos são de Deus: "Irmãos, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas tem saído pelo mundo afora." (1 Jo 4:1)Mesmo nas reuniões cristãs eles devem "julgar" o que ouvem: "Tratando-se de profetas, falem apenas dois ou três, e os outros julguem." (1 Co 14:29).Os Crentes de Corinto receberam ordens para julgar imediatamente a imoralidade existente entre os seus membros (1 Co 5:1-8). Mesmo o estrangeiro de passagem não deve ser hospedado se for verificado que não se trata de uma pessoa alicerçada na verdadeira fé (2 Jo 10,11). E um anátema (maldição) deve ser proferido contra aqueles que apresentarem um tipo diferente de evangelho (Gl 1:9).Conclusão. Algumas passagens da Escritura parecem proibir o julgamento, enquanto outras claramente exigem isso. Estudando os contextos daquelas que parecem proibir o julgamento, descobrimos que o que é proibido não é realmente o julgamento em si, mas sim um tipo errôneo de julgamento. Deus odeia o julgamento hipócrita! Mas Deus ama o julgamento justo da parte dos seus filhos.
Portanto, é dever de todo Cristão julgar! “Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado.” Gl 6:1“Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda longanimidade e doutrina. Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina, pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se a fábulas.” 2 Tm 4:2-3”
Texto retirado do site Hermenêutica Particular
Endereço: http://www.hermeneuticaparticular.com/2011/06/nao-julgueis-para-que-nao-sejais.html

FIDELIDADE E O ZELO NA PREGAÇÃO
TEXTO BASE: 2 Timóteo 4:1-5
As cartas de Paulo ao seu filho na fé Timóteo são chamadas de cartas pastorais. Na segunda carta, especialmente, Paulo encoraja e incentiva a Timóteo para manter viva em si a chama pelo ensino da Palavra, visto que o apóstolo encontrava-se preso.
Paulo aqui vê chegando o fim do seu ministério, contudo, com imenso orgulho e sentimento de dever cumprido. Ele havia completado o que Deus havia proposto para ele em sua vida.
Essa carta fala muito aos nossos corações porque aqui ninguém completou a sua carreira. Por isso, esse incentivo aplica-se a todos aqui hoje. Muito Deus tem feito pela sua Igreja e muito ainda ele vai fazer. O Senhor levantou muitos pastores e pregadores e muitos ainda ele levantará. Então, todos nós devemos nos encorajar com as palavras de Paulo. O apóstolo roga a Timóteo para pregar a palavra quer seja oportuno quer não. SEMPRE PREGUE A PALAVRA DE DEUS! A palavra do Senhor deve ser pregada sempre, em qualquer circunstância.
Isaias 55:11 – “assim será a palavra que sair da minha boca; não voltará para mim vazia, mas, fará o que me apraz e prosperará naquilo que a designai.”
A palavra de Deus nunca voltará vazia. Então o que esta acontecendo em nossos dias que, cada vez menos, pessoas se convertem a Cristo? A resposta encontrei no Sermão da Sexagésima e adaptei alguns trechos para responder a esta pergunta.
O universo da pregação gira em torno de três pessoas: Deus, o ouvinte e o pregador. DE QUEM SERÁ A CULPA?VEJAMOS O QUE DIZ A PARÁBOLA DO SEMEADOR – LUCAS 8:4Notamos que nesta parábola existem quatro criaturas:
Criaturas racionais - homens
Criaturas sensitivas - animais
Criaturas vegetativas - plantas
Criaturas insensíveis - pedras
Não há qualquer referência neste texto de que o trigo perdeu-se por causa do sol ou da chuva. A coisa mais comum hoje é vermos plantações que se perdem por falta ou excesso de sol ou chuva. E por que Cristo não colocou isto em sua palavra? Porque o sol e a chuva são afluências da parte do céu e a falta de frutificação da Palavra nunca se dará por culpa do céu.
Mateus 5:45 – Ele faz nascer o sol sobre os maus e vir chuvas sobre os injustos. Como Deus negará chuva aos maus se eles quiserem se fazer bons? A partir dessa argumentação concluímos que Deus nunca será o culpado da não frutificação e sua Palavra.
A outra pessoa envolvida na pregação é o ouvinte. O espinho, as pedras, o caminho e a terra boa em que o trigo caiu são os diversos corações dos homens.
Os espinhos são os corações embaraçados com os cuidados da vida, riquezas, com delícias e neste afoga-se a Palavra de Deus.
As pedras são os corações duros e obstinados; neste seca-se a Palavra de Deus, e se nasce não cria raízes.
Os caminhos são os corações inquietos e perturbados com as coisas do mundo e nestes é pisada a Palavra de Deus porque a desatendem ou a desprezam.
A terra boa são os bons corações e nestes a Palavra Divina frutifica com tanta fecundidade e abundância que produzem na proporção de cem por um.
É importante entender que os ouvintes ou são maus ou são bons. Se bons frutifica a Palavra, se maus, ainda que não produza frutos, FAZ EFEITO.
Trigo nos espinhos - nasceu, mas, ao crescer sufocaram-no
Trigo nas pedras - nasceu, mas, ao crescer secou-se
Trigo no caminho - não frutificou, mas, nasceu, pois o Diabo arrebata-lhes do coração a Palavra
A Palavra de Deus é tão funda e tão eficaz que nos maus, ainda que não faça fruto, faz efeito. Não tenha dúvida. Ouvintes de entendimento agudo e vontades endurecidas são os piores, e mesmo assim a Palavra de Deus faz efeito neles. A Palavra de Deus até entre os espinhos e pedras triunfa. Hebreus 4:12.
Visto isto, de quem é a culpa?
Hoje se pregam palavras e pensamentos, antigamente pregavam-se palavras e obras. Palavras sem obras são como tiros sem bala; assustam, mas, não ferem. Para falar ao vento bastam palavras, mas, para falar ao coração são necessárias obras.
Se a minha vida é contrária à minha doutrina, as minhas palavras são refutadas em minhas obras. Se os ouvintes ouvem uma coisa e vêm outra, como irão se converter?
O que você faz soa tão alto que não posso ouvir sua voz!
Há muitos pregadores que vivem do que não colheram e semeiam o que não plantaram. Pregar é entrar na batalha contra os vícios, problemas, decepções da vida, contra o diabo e armas alheias não lhe garantem a vitória!
Muitas vezes as palavras dos pregadores são belas palavras, contudo, não são Palavras de Deus. Muitas vezes também pregam palavras de Deus, mas, não A Palavra de Deus.
As palavras pregadas no sentido em que Deus disse é a Palavra de Deus, entretanto, as palavras pregadas no sentido que queremos são palavras de demônio. Um grande exemplo disso á Satanás tentando a Jesus no deserto, utilizando a Palavra de Deus para satisfazer seus interesses. Amados, visto isso, preguemos somente A PALAVRA DE DEUS.
Após toda essa explanação creio que encontramos o principal culpado da não frutificação da Palavra de Deus. NÓS, PREGADORES. Por isso, devemos nos apegar no incentivo que Paulo dá à Timóteo. Paulo pede que Timóteo seja determinado.
Determinação – é a firmeza com que os cristão age. Garra e luta.
“Não me importo se não vejo o sol, mas, eu sei que ele está no horizonte” (autor desconhecido)
Jeremias 12:5 – CORRA COM OS CAVALOS! Se te fatigas correndo com os homes que vão a pé, como poderá competir com os que vão a cavalo?
Eclesiastes 9:10 – tudo que vier às tuas mãos faze com toda tua força.
Você executou no ano passado todos os projetos que você planejou? DETERMINAÇÃO !!!!!! Independente das dificuldades. Mesmo passando por terríveis provações. Contudo, não se assuste, nessas horas Deus costuma calar-se. E é aí que você tem que se encher de esperança e entusiasmo (atitude positiva que gera esperança)
Certa vez lendo um livro chamado “Pregando os grandes temas da Bíblia” uma história me chamou a atenção. Uma jovem judia durante a guerra entrou em um beco sem saída na Varsóvia. As tropas inimigas haviam invadido a cidade e a fuzilaram a tiros. As tropas aliadas chegaram tarde de mais e a encontraram agonizando, contudo, com os dedos cheios de sangue ela escreveu na parede:
Eu creio no sol, mesmo que ele não esteja brilhando.
Eu creio no amor, mesmo que eu não o sinta.
Eu creio em Deus, mesmo quando ele permanece em silêncio.
VOCÊ É CAPAZ DE FAZER ISSO !
AUTOR: Sérgio Henrique Zilochi Soares