sexta-feira, 18 de setembro de 2015

PANORÂMICA DA HERMENÊUTICA TEOLÓGICA EM GEFFRE

Considerações Iniciais:

Claude Geffré nasceu na França (Niort), em 1926. Teólogo herdeiro de uma grande tradição do século XX, francês, pertence à Ordem dos Pregadores (Dominicanos). Por mais de 20 anos foi professor de Teologia Dogmática em Le Saulchoir e em seguida, de Hermenêutica Teológica, Teologia Fundamental e Teologia das Religiões, no Institute Catholique de Paris. Em 1996 foi eleito diretor da École Biblique de Jerusalém e é, ainda, membro fundador e colaborador permanente da Revista Internacional de Teologia Concilium. Claude Geffré reside em Paris e é autor de alguns entre os mais importantes textos sobre os efeitos do pluralismo religioso na Igreja e no mundo de hoje.
Em Crer e interpretar, Geffré descreve, num sentido bem geral, uma teologia hermenêutica que transpõe os limites da simples hermenêutica designada como corrente teológica. Expõe, com propriedade, a necessidade premente de se compreender a hermenêutica num sentido mais forte e critico, não apenas sob a forma dogmática, mas também escriturística, para que assim se obtenha uma melhor compreensão dos textos sagrados e inclusive da tradição da Igreja.
No entanto, procura, sobretudo, designar uma dimensão interior da razão teológica, ou ainda fomentar um novo paradigma interpretativo, um novo modelo, isto é, uma nova maneira de fazer teologia.
Destarte, Geffré nos apresenta um real e possível estatuto hermenêutico, o que segundo ele se constitui numa virada hermenêutica da teologia.

1. A razão teológica como razão hermenêutica

A ciência é compreendida por Aristóteles como sendo uma ciência que procede a partir de princípios necessários ou de axiomas, axiomas que a razão percebe imediatamente.
Partindo dessa compreensão aristotélica da ciência é que Tomás de Aquino formula a chamada teologia ciência, que identifica as verdades fundamentais da mensagem cristã, a saber, os artigos de fé, com aquilo que Aristóteles chama de primeiros princípios.
Para Agostinho, essa tendência de analisar ou verificar cientificamente os artigos de fé é considerada uma teologia compreendida como inteligência da fé.
Para Claude Geffré, a teologia tende a ser compreendida não apenas como um discurso sobre Deus, mas como um discurso que reflete sobre a linguagem a respeito de Deus, isto é, um discurso sobre uma linguagem que fala humanamente de Deus. Logo, não há como existir um saber direto ou imediato da realidade fora da linguagem, e esta por sua vez constitui-se uma interpretação, que naturalmente se torna uma hermenêutica.
A teologia, em seu bojo, procede por hipóteses e por verificação dessas hipóteses, confrontando-se amiúde com os chamados textos fundadores, considerados clássicos do cristianismo, o que a faz adotar um estatuto cientifico para tal fim. Desta forma, a teologia ratifica os critérios de uma ciência hermenêutica, pois é certo que todo conhecimento cientifico é um conhecimento interpretativo, ou seja, que se submete a uma ciência interpretativa, a saber, a hermenêutica.

2. Experiência cristã e interpretação

A teologia tem se moldado nos últimos anos por um modelo que Geffré chama de dogmático ou dogmatista. Pois, o discurso teológico tem sido um reflexo da Igreja institucional, ou seja, o dogma é tomado como ponto de partida ou base para a feitura da teologia, e isso tem colocado em xeque não somente a interpretação como também a compreensibilidade dos textos cristãos.
Ante o exposto, se faz necessário adotar um modelo hermenêutico em teologia, o que significa tomar como principiador da compreensão um texto. Pois, segundo Geffré, quem diz hermenêutica não diz simplesmente a compreensão em geral, mas o tipo de compreensão que esta engajado na leitura dos textos, quer se trate da Escritura ou das releituras dessas Escrituras na tradição, uma vez que vivemos em determinada cultura. Dai a importância da tradição como agente de interpretação dos textos pretéritos.
Vale ressaltar que, para a interpretação dos textos cristãos é imprescindível discernir os elementos fundamentais da experiência cristã ou da tradição, separando-os das linguagens nas quais esta experiência fora traduzida. Isso só é possível através dos esquemas interpretativos que a própria tradição de linguagem, na qual o hermeneuta esta inserido, fornece a este para a apreensão da realidade textual, o possibilitando acima de tudo forjar novos conceitos.


3. Hermenêutica e ontologia

A teologia compreendida como hermenêutica não renuncia a dimensão ontológica dos enunciados teológicos, embora considere a ruptura com o pensamento metafísico, como sendo este um pensamento da representação. O objeto desta teologia não é uma série de exposições dogmáticas, mas é o conjunto dos textos compreendidos no âmbito hermenêutico, que é aberto pela revelação.
Assim sendo, esta compreensão há de se precaver das armadilhas da representação conceitual preparadas pelo pensamento metafísico, doravante adotando um caminho mais simples, porém perigoso, que é o da interpretação. Por conseguinte, a teologia hermenêutica reivindicará uma verdade da ordem da comprovação ou ainda da manifestação, ou seja, ela exigirá uma plenitude de verdade.
De acordo com Geffré, a manifestação da verdade é sempre manifestação do devir, e compete, ao sujeito interpretante, se resignar diante da imponderabilidade deste fato hermenêutico. A cada nova descoberta se instaura sempre uma nova releitura, que desembocará, outrossim, em uma nova necessidade cognitiva, “pois a verdade reveste-se de uma universalidade que é comunicada por meio da linguagem” (CHAMPLIN, 2006, p. 96).
Para Heidegger, a linguagem antes de ser o instrumento do pensamento e da comunicação entre os humanos, é um certo dizer do mundo, uma certa “ostentação” do mundo. Assim, a prática teológica ou o fazer teológico iguala-se com a escuta atenta do que nos é dito.
Uma teologia da Palavra de Deus, segundo Geffré, tem como pressuposto a função ontofônica da linguagem, isto é, sua manifestação de ser. Isto porque a linguagem já possui um alcance ostensivo quanto ao ser do mundo que ela pode ser retomada pelo teólogo para ser então a manifestação não simplesmente do ser do mundo, mas do próprio ser de Deus.
Portanto, a hermenêutica é o caminho de ligação que tornará a realidade desejada pela fé uma realidade inteligível, e a verdade que dela se desdobra uma possibilidade hermeneuticamente alcançável, ainda que de maneira progressiva e escatológica, pois simplesmente temos o sentido da distância entre a posse sempre relativa da verdade no plano humano e o fato de que esta verdade aponta para uma verdade inacessível que coincide com a própria realidade do mistério de Deus.

4. A boa situação hermenêutica

Uma das tarefas da hermenêutica é nos fornecer uma interpretação correta da mensagem cristã em sua originalidade, isto é, em seus primórdios. E isso apenas é possível quando se faz uso dos recursos da exegese, a saber, da critica histórica, critica textual e da critica literária, para que se tenha uma melhor compreensão do conteúdo desta mensagem.
Contudo, esta boa situação hermenêutica, compreendida por tradição versus cultura ou passado versus presente, deve se basear numa relação, numa correlação critica entre a experiência cristã da primeira comunidade cristã e nossa experiência histórica de hoje, ou seja, é fundamental que se faça uma análise seletiva dos textos que permitem uma interpretação a partir da própria linguagem do leitor, a partir dos próprios esquemas de pensamentos estabelecidos por este, realizando assim uma releitura da tradição, o que segundo Geffré seria uma hermenêutica de reapropriação ou ainda de atualização, trazendo tais textos da tradição ao alcance da compreensão hodierna.
Geffré, por exemplo, diz que a experiência de Jesus Cristo como salvação da parte de Deus não pode ser recebida a não ser com base numa certa experiência do que é Messias, do que é salvação, do que é a expectativa messiânica, do que é a verdade da relação religiosa do ser humano com Deus.
Não obstante, para se ter uma boa situação hermenêutica é imprescindível estabelecer um diálogo, uma conversação com o texto, estando o leitor submetido ao processo de perguntas e respostas. Segundo Geffré, é esta dialética do texto e do leitor que fornece progressivamente o horizonte justo que nos permite atingir a verdade cujo portador é o texto.

5. Uma nova abordagem da escritura

A proposta duma teologia compreendida como hermenêutica é suscitar no hermeneuta a aptidão por uma nova abordagem da Escritura, do texto, da tradição, da então chamada hermenêutica conciliar. Segundo o ideal proposto por Schleiermacher, tratar-se-ia de compreender melhor o texto do que o próprio autor o teria compreendido. Não é uma tarefa fácil, todavia é necessária para a compreensão.
Convém aqui, enunciar algumas regras suscetíveis a fim de ajudar-nos a encontrar a uma interpretação pertinente das fórmulas dogmáticas, as quais mantêm coerência com uma hermenêutica definida como um diálogo entre um texto e um leitor.

1) Para compreender o alcance de um enunciado dogmático é preciso forjar a situação hermenêutica correta que é determinada pelo jogo da pergunta e da resposta;
2) As definições conciliares devem ser lidas à luz de nossa leitura critica da Escritura;
3) As definições conciliares devem ser interpretadas à luz do aspecto de correlação critica entre a experiência cristã fundamental e nossas experiências humanas de hoje;
4) Em alguns casos, a reinterpretação de um enunciado dogmático pode levar a uma reformulação.

Na visão de Geffré, sempre se deve passar pela objetividade do texto, na medida em que ele escapa definitivamente a seu próprio autor e encerra potencialidades de que o próprio autor não tinha idéia. Isso o faz declarar, categoricamente, que toda leitura importante o transforma.
Sendo assim, o trabalho do interpretante é adentrar no mundo do texto, que abarca não somente as formas do discurso como também as variegadas percepções que o leitor tem do mesmo. Desta forma, compete a este chegar mais próximo possível do texto, bem como a sua interpretação, sobretudo à mensagem e sua aplicabilidade.

6. Hermenêutica do sentido e Hermenêutica da ação

A hermenêutica teológica não deve somente seguir pelos meandros da interpretação textual sem se esmerar na praticidade da verdade, que torna possível a transformação das ações e reações humanas. Noutras palavras, a teologia compreendida como hermenêutica não pode ser unicamente uma hermenêutica do sentido, enclausurada a meras hipóteses e esquemas interpretativos, que visam apenas interpretar o texto, escamoteando assim a sua mensagem, mas também deve ser uma hermenêutica de ação, que conduz a uma certa prática, ou seja, a um certo fazer, que via de regra esta relacionado com a ação/reação do interpretante logo após o trabalho de interpretação de determinado texto.
Podemos ver expressa a critica de Schleiermacher acerca da interpretação feita de modo mecânico e sem espírito ou ainda puramente baseada em experiências e meras observações, nos seguintes termos:

Assim é praticada a interpretação em nossas escolas e faculdades, e os comentários esclarecedores dos filólogos e teólogos – pois ambos têm o campo previamente cultivado -, contem um tesouro de observações e informações instrutivas, as quais provam suficientemente o quanto eles são verdadeiros artistas na interpretação, ao passo que seguramente ao lado deles, sobre o mesmo assunto, em parte nas passagens mais difíceis, emerge o mais selvagem arbítrio, em parte a mediocridade pedante insensivelmente omite ou totalmente deturpa o mais belo. Mas ao lado de todos esses tesouros, aquele que precisa exercer este trabalho sem se colocar no nível dos artistas indiscutíveis e, além disso, ao mesmo tempo deverá na interpretação mostrar o caminho a uma juventude ávida de saber e lhe dar as diretivas, este experimenta o desejo de uma instrução tal que, como metodologia propriamente dita, não somente que ela seja o fruto sempre alcançado dos trabalhos magistrais dos artistas nesse domínio, mas que ela exponha também sob uma forma adequada e científica toda a extensão e as razões de ser do processo. (SCHLEIERMACHER, 2009, p. 26)

Por fim, Geffré nos diz que a insistência da dimensão prática da teologia não nos leva a uma espécie de pragmatismo teológico, pois a teologia como hermenêutica guarda necessariamente uma dimensão especulativa ou argumentativa.

Considerações Finais


Claude Geffré é bem sucedido na sua tentativa de reformular o estatuto hermenêutico, a fim de suscitar em nós, sujeitos interpretantes, a busca pela verdade, pelo real sentido do texto, que se desencadeia somente após a compreensão e aplicação da tríade fé-experiência-linguagem.

A fé, neste estatuto hermenêutico, tem uma natureza compreensivo-interpretativa de desvelamento, e não de esvaziamento de sentido. A experiência diz respeito ao relacionamento vital entre autor-texto-intérprete. E a linguagem torna-se critério de demonstrabilidade interpretativa de uma realidade ainda não descoberta, cuja veracidade só pode ser ontologicamente concebida em termos da hermenêutica.

Portanto, compete ao sujeito interpretante se desvencilhar dos enunciados dogmáticos, no tocante à interpretação dos textos sagrados, para que possa compreender o sentido do texto, os pensamentos do autor, sua linguagem, os tornando compreensíveis na tradição.


Autor: Ederson da Silva dos Reis
Artigo extraído em: http://edersonreis.blogspot.com.br/2010/05/resumo-teologia-como-hermeneutica.html


Referências:


GEFFRÉ, Claude. Crer e interpretar: a virada hermenêutica da teologia. Petrópolis: Vozes, 2004.

CHAMPLIN, Russell Norman. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. São Paulo: Hagnos, 8ª Ed. Vol. 3, 2006.

SCHLEIERMACHER, Friedrich D.E. Hermenêutica – Arte e técnica da interpretação. Petrópolis: Vozes, 7ª Ed. 2009.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Aula: Antigo Testamento I - Josué

Disciplina: Introdução ao Antigo Testamento I

Slide utilizado como recurso para aula no Seminário Bíblico Mineiro

Fonte: HOUSE, Paul R. Teologia do Antigo Testamento. Tradução Marcio Redondo e Sueli Saraiva. Editora Vida Acadêmica. São Paulo, 2005.


Aula: Antigo Testamento I - Deuteronômio

Disciplina: Introdução ao Antigo Testamento I

Slide utilizado como recurso para aula no Seminário Bíblico Mineiro

Fonte: HOUSE, Paul R. Teologia do Antigo Testamento. Tradução Marcio Redondo e Sueli Saraiva. Editora Vida Acadêmica. São Paulo, 2005.



Aula: Antigo Testamento I - Juízes

Disciplina: Introdução ao Antigo Testamento I

Slide utilizado como recurso para aula no Seminário Bíblico Mineiro

Fonte: HOUSE, Paul R. Teologia do Antigo Testamento. Tradução Marcio Redondo e Sueli Saraiva. Editora Vida Acadêmica. São Paulo, 2005.




Livres de toda Maldição


GÁLATAS: 3:6-14 – Assim como Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça. Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão. Ora, tendo a Escritura previsto que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti. De sorte que os que são da fé são benditos com o crente Abraão. Todos aqueles, pois, que são das obras da lei estão debaixo da maldição; porque está escrito: Maldito todo aquele que não permanecer em todas as coisas que estão escritas no livro da lei, para fazê-las. E é evidente que pela lei ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá da fé. Ora, a lei não é da fé; mas o homem, que fizer estas coisas, por elas viverá. Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro; Para que a bênção de Abraão chegasse aos gentios por Jesus Cristo, e para que pela fé nós recebamos a promessa do Espírito.


Nessa passagem bíblica Paulo exalta a fé de Abraão em Deus. Abraão creu em Deus e isso lhe foi imputado como justiça. Em Abraão todos os povos seriam abençoados, todos que demonstrassem a mesma fé perante Deus.
Hebreus 11:8-17 – Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia. Pela fé habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa. Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus.
Pela fé também a mesma Sara recebeu a virtude de conceber, e deu à luz já fora da idade; porquanto teve por fiel aquele que lho tinha prometido. Por isso também de um, e esse já amortecido, descenderam tantos, em multidão, como as estrelas do céu, e como a areia inumerável que está na praia do mar. Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra. Porque, os que isto dizem, claramente mostram que buscam uma pátria. E se, na verdade, se lembrassem daquela de onde haviam saído, teriam oportunidade de tornar. Mas agora desejam uma melhor, isto é, a celestial. Por isso também Deus não se envergonha deles, de se chamar seu Deus, porque já lhes preparou uma cidade. Pela fé ofereceu Abraão a Isaque, quando foi provado; sim, aquele que recebera as promessas ofereceu o seu unigênito.

A fé de Abraão o fez obedecer o chamado de Deus e partiu para receber um terra por herança que nem sequer sabia a localização. Acreditou ainda, que Sara, sua esposa, mesmo de idade avançada poderia dar-lhe um filho. Pela fé Abraão venceu a prova que Deus lhe impôs ao requerer Isaque, seu filho.
Paulo nos adverte a ter uma fé como a de Abraão para que possamos ser abençoados por Deus. Não devemos seguir uma religião legalista como fazia o povo de Israel. Todos os que estão debaixo da lei estão sob sua maldição. Quem vive o legalismo e não permanece em todas as coisas da lei está sob maldição.

Deuteronômio 27:26 – “Maldito aquele que não confirmar as palavras desta lei, não as cumprindo.”

Deuteronômio 28:15 – Será, porém, que, se não deres ouvidos à voz do SENHOR teu Deus, para não cuidares em cumprir todos os seus mandamentos e os seus estatutos, que hoje te ordeno, então virão sobre ti todas estas maldições, e te alcançarão

Mas Cristo nos resgatou da maldição da lei fazendo-se (Ele próprio) maldição em nosso lugar. (Gl 3:13). Uma vez que todos transgridem a aliança de Deus ao infringir a lei, todos merecem receber a punição da lei. Porém, Cristo assumiu a maldição em nosso lugar concedendo-nos a paz com Deus.

2 Coríntios 5:21 – Aquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.

Colossenses 2:13-15 – e a vós, quando estáveis mortos nos vossos delitos e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-nos todos os delitos; e havendo riscado o escrito de dívida que havia contra nós nas suas ordenanças, o qual nos era contrário, removeu-o do meio de nós, cravando-o na cruz; e, tendo despojado os principados e potestades, os exibiu publicamente e deles triunfou na mesma cruz.

1 Pedro 2:22-25 – Ele não cometeu pecado, nem tão pouco foi achado engano na sua boca, sendo injuriado, não injuriava, padecendo, não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente, levando ele próprio os nossos pecados em seu corpo sobre o madeiro, a fim de que, mortos aos pecados, vivamos à justiça. Por suas feridas fostes sarados. Pois éreis desgarrados como ovelhas, mas agora vos haveis convertido ao Pastor e Bispo das vossas almas.

Não há que se falar em maldição na vida do Cristão. Cristo foi pendurado no madeiro para que a bênção de Abraão chegasse até nós e para que recebêssemos o bem mais precioso: Espírito Santo. Dessa forma, através do sacrifício de Jesus aliado a nossa fé, a promessa que Deus fez a Abraão de que todas as famílias seriam benditas através dele se cumpriu.
Devemos prestar atenção no verbo “RESGATOU”. Isso quer dizer que é uma ação passada. Se você está em Cristo não há mais maldição na sua vida!




Provérbios 3:33 – A maldição do Senhor habita na casa do ímpio, mas ele abençoa a habitação dos justos.

Provérbios 26:2 – Como o pássaro no seu vaguear, como a andorinha no seu voar, assim a maldição sem causa não encontra pouso.

Números 23:23 – Contra Jacó, pois, não há encantamento, nem adivinhação contra Israel. Agora se dirá de Jacó e de Israel: Que coisas Deus tem feito!

Os cristãos que verdadeiramente andam em Cristo não podem viver debaixo de maldição. A morada dos justos Deus abençoa e não existe maldição sem causa. Se você está em Cristo você é a Israel de Deus e faz parte da Igreja do Senhor aqui na terra, então contra ti não cabe encantamento.
Agora, se você não vive uma vida ao lado de Cristo, pode começara a se preocupar. Se você vive uma vida afastada de Cristo, você ainda vive sobre a maldição da lei, pois o seu pecado ainda não foi justificado. Andando longe de Cristo você dá lugar ao diabo em sua vida.

Efésios 4:27 – Não deis lugar ao diabo

1 Pedro 5:8 – Sede sóbrios, vigiai. O vosso adversário, o Diabo, anda em derredor, rugindo como leão, e procurando a quem possa tragar;

Sem Jesus Cristo você não é livre de maldições. A proteção do Senhor não estará em sua vida. Recorrentemente vemos algumas espécies de maldições:

Maldições Hereditárias – Deuteronômio 5:9 – porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.

O que a Bíblia relata aqui é a conseqüência dos pecados dos pais nos filhos, dada a real possibilidade dos filhos seguirem os passos dos pais. Assim, eles atrairão sobre si as mesmas maldições. Uma coisa deve ficar clara: cada pagará pelo que deve! Uma pessoa não paga pelo erro do outro. O único que pagou por nós foi Jesus Cristo.

Deuteronômio 24:16 – Não se farão morrer os pais pelos filhos, nem os filhos pelos pais; cada qual morrerá pelo seu próprio pecado.

Mesmo que o pai tenha levado uma vida de pecado, quando uma pessoa aceita a Cristo todas as maldições são quebradas e o Espírito Santo ilumina a vida desta pessoa para uma vida em santidade.

Maldições diárias – são aquelas proferidas pelas pessoas no seu viver cotidiano. Com a boca proferem palavras de maldição sobre alguém.

Tiago 3:8-11 – mas a língua, nenhum homem a pode domar. É um mal irrefreável; está cheia de peçonha mortal. Com ela bendizemos ao Senhor e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. Da mesma boca procede bênção e maldição. Não convém, meus irmãos, que se faça assim. Porventura a fonte deita da mesma abertura água doce e água amargosa?


Devemos guardar nossas bocas de palavras malignas e destruidoras, pois quem age assim é o ímpio.

Provérbios 11:9 – O ímpio com a boca arruina o seu próximo

Mas, a boca do justo produz sabedoria

Provérbios 10:31 – A boca do justo produz sabedoria;

O justo utiliza sua boca é para abençoar o seu próximo. Com este sermão devemos ter a certeza de uma coisa. Ao lado de Jesus Cristo essas maldições não vêm sobre a nossa vida.

Romanos 8:1-4 – Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte Porquanto o que era impossível à lei, visto que se achava fraca pela carne, Deus enviando o seu próprio Filho em semelhança da carne do pecado, e por causa do pecado, na carne condenou o pecado. para que a justa exigência da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.

Não há condenação para os que estão ao lado Cristo Jesus, fomos justificados e mediante a fé temos paz e comunhão com Deus. Aceite Jesus Cristo e sua vida e fique livre de toda maldição!


Autor: Sérgio Henrique Zilochi Soares

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Arrependimento Bíblico

Texto Base 2 Co 7.8-11

O que é o verdadeiro arrependimento?

Conceito: Arrependimento Bíblico é um abandono consciente por parte da pessoa regenerada do pecado e uma volta para Deus numa completa mudança de vida. Significa não só um afastamento das más obras, mas também, a tomada de uma nova direção.


PALAVRA ARREPENDIMENTO – do grego metanóia, que significa reflexão tardia, mudança de mente. Envolve tanto um afastamento do pecado quanto uma volta para Deus. Essa palavra tem um rico significado, pois é a combinação de meta e noia. Meta significa com, depois ou além, aponta para a mudança que se segue. Nous significa mente, atitude, maneira de pensar, disposição, caráter ou consciência moral. Literalmente Metanoia significa uma mudança de mente ou coração. Envolve muito mais que uma tristeza pelo pecado, envolve uma mudança intelectual da pessoa toda e toda sua visão da vida. ( Salvos pela Graça, Anthony Hoekema. Pag. 129) Mateus 4:17: “Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei- vos, porque é chegado o reino dos céus.”
A palavra arrependimento também pode ser expressa através do verbo, metalomai, que significa lamentar, sentir. Realça a tristeza pelo pecado cometido produzindo uma mudança de pensamento, sentimento e vontade. Significa não só o afastamento das más obras, mas também, a tomada de uma nova direção João Batista disse: “Produzi pois frutos dignos de arrependimento.” (Dicionário de Vine, pag. 415) Mateus 3:8.
Segundo Willian Chamberlain arrependimento é quando se olha a frente em esperança e antecipação, enquanto lástima ou remorso só olham para trás com vergonha. Arrependimento não só expressa mudança de conduta, mas lida primariamente com os aspectos do nascedouro de nossas ações e da fonte dos nossos motivos.
Quem precisa arrepender-se? Por quê? Qual a importância do arrependimento? Todos nós precisamos nos arrepender. Devemos ter a consciência de nossa condição antes de conhecermos a Cristo.
Salmo 14:1-3 – “Diz o néscio no seu coração: Não há Deus. Os homens têm-se corrompido, fazem-se abomináveis em suas obras; não há quem faça o bem. O Senhor olhou do céu para os filhos dos homens, para ver se havia algum que tivesse entendimento, que buscasse a Deus. Desviaram-se todos e juntamente se fizeram imundos; não há quem faça o bem, não há sequer um.”
Eclesiastes 7:20 – “Pois não há homem justo sobre a terra, que faça o bem, e nunca peque.”
Isaias 53:6 – “Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas, cada um se desviava pelo seu caminho; mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós.”
Romanos 3:10-12 – “como está escrito: Não há justo, nem sequer um. Não há quem entenda; não há quem busque a Deus. Todos se extraviaram; juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem”
Efésios 2:1 – “Ele vos vivificou, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados”
Somente através do arrependimento é que podemos chegar até Deus. O arrependimento é tão importante que o Novo Testamento praticamente inicia e termina com exortação ao arrependimento. A primeira e a última mensagem exortativas são da necessidade de arrependimento.
Mateus 3:2 – “Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.”
Apocalipse 3:19 – “Eu repreendo e castigo a todos quantos amo: sê pois zeloso, e arrepende-te.”
João Batista iniciou seu ministério chamando as pessoas ao arrependimento e Jesus da mesma forma. Mateus 4:17 – “Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei- vos, porque é chegado o reino dos céus.”
Em todo seu ministério Jesus pregou mudanças de postura e atitudes que aproximariam o homem de Deus. Após ressuscitar e aparecer aos discípulos Jesus abre a mente deles a respeito das Escrituras e o que deveria ser feito.
Lucas 24:46-47 – “e disse-lhes: Assim está escrito que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressurgisse dentre os mortos; e que em seu nome se pregasse o arrependimento para remissão dos pecados, a todas as nações, começando por Jerusalém.
2 Pedro 3:9 – “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; porém é longânimo para convosco, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se.”
Atos 17:30 –“Mas Deus, não levando em conta os tempos da ignorância, manda agora que todos os homens em todo lugar se arrependam;”
E foi o que os discípulos de Jesus fizeram:
Pedro em Atos 3:38 – “Pedro então lhes respondeu: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão de vossos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo.”
Paulo em Atos 26:20 – “antes anunciei primeiramente aos que estão em Damasco, e depois em Jerusalém, e por toda a terra da Judéia e também aos gentios, que se arrependessem e se convertessem a Deus, praticando obras dignas de arrependimento.”
O verdadeiro arrependimento pode ser dividido em partes para melhor compreensão:
1) Um aspecto intelectual – o verdadeiro arrependimento envolve, primeiro, o conhecimento da santidade e da majestade de Deus. O arrependimento tem que incluir o reconhecimento dos próprios pecados e da culpa como transgressão à Lei de Deus e a violação de sua vontade para a nossa vida. Isaias 6:5
2) Um aspecto emocional – é preciso haver uma tristeza do pecado em si, porque amamos a Deus e estamos sentidos por havê-lo desagradado
3) Uma atitude – tem que haver um desvio interior para longe do pecado e uma busca do perdão. Deve haver um nós uma mudança de propósito e motivação. A mudança interior precisa ser mostrada exteriormente e resultar em uma vida mudada.
Arrependa-se peça perdão a Deus e reconcilie-se com o Todo-Poderoso. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” 1 João 1:9.
Conversão pode ser definida como um ato consciente e voluntário de uma pessoa regenerada que volta-se para Deus em arrependimento e fé. Isso envolve um duplo desvio: para longe do pecado e para próximo de Deus.
“Conversão é nossa resposta espontânea ao chamado do evangelho, pela qual sinceramente nos arrependemos dos nossos pecados e colocamos a confiança em Cristo para receber a salvação. A palavra conversão significa volta – aqui ela representa uma volta espiritual, voltar-se do pecado para Cristo . O voltar-se do pecado é chamado arrependimento, e o voltar-se para Cristo é chamdo fé. Podemos considerar cada um desses elementos da conversão e não importa a respeito de qual deles discutamos primeiro, porque um não pode ocorrer sem o outro, e eles devem ocorrer juntos quando se dá a verdadeira conversão. (Teologia Sistematica, Wayne Grudem, pag. 592)
Para haver uma genuína conversão deve acontecer:
1) A iluminação da mente pela qual o pecado é conhecido como ele é, na realidade um comportamento que desagrada a Deus. Romanos 6:23 – “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.”
2) Autêntica tristeza pelo pecado, não apenas remorso por causa dos seus resultados amargos. Salmo 38:18 – “Confesso a minha iniqüidade; entristeço-me por causa do meu pecado.” 2Coríntios 7:10 – “Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, o qual não traz pesar; mas a tristeza do mundo opera a morte.”
3) Humilde confissão do pecado, tanto para com Deus como em relação aos outros que foram feridos pelos erros cometidos. Salmo 32:5 – “Confessei-te o meu pecado, e a minha iniqüidade não encobri. Disse eu: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a culpa do meu pecado.”
4) Ódio pelo pecado, incluindo a decisão de fugir dele. Salmo 45:7 – “Amaste a justiça e odiaste a iniqüidade; por isso Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria, mais do que a teus companheiros.” 1 Coríntios 6:18 – “Fugi da prostituição. Qualquer outro pecado que o homem comete, é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo.” 1 Timóteo 6:11 – “Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão.”
5) Retorno a Deus como gracioso Pai em Cristo, com fé de que ele pode perdoar os nossos pecados e faz isso. Jeremias 5:1 –“Dai voltas às ruas de Jerusalém, e vede agora, e informai- vos, e buscai pelas suas praças a ver se podeis achar um homem, se há alguém que pratique a justiça, que busque a verdade; e eu lhe perdoarei a ela.”
6) Alegria de coração em Deus por meio de Cristo. Salmo 100:2 –“Servi ao Senhor com alegria, e apresentai-vos a ele com cântico.” 1 Pedro 1:8 – “a quem, sem o terdes visto, amais; no qual, sem agora o verdes, mas crendo, exultais com gozo inefável e cheio de glória”
7) Amor genuíno por Deus e pelos outros juntamente com o prazer no serviço de Deus. Salmo 119:77 –“Venham sobre mim as tuas ternas misericórdias, para que eu viva, pois a tua lei é o meu deleite.” 1 Coríntios 15:58 –“Portanto, meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor.”
Conhecimento e aprovação não são suficientes. Além disso, meramente conhecer os fatos e aprova-los ou concordar que eles são verdadeiros não é suficiente. Nicodemos sabia que Jesus tinha vindo de Deus, porque disse: ‘Rabi, sabemos que és mestre vindo da parte de Deus; porque ninguém podes fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não estiver com ele” (Jo 3.2) Nicodemos tinha avaliado os fatos da situação, incluindo os ensinos de Jesus e seus milagres notáveis, e chegado a uma conclusão correta a partir desses fatos: Jesus era um mestre vindo de Deus. Mas isso somente não significa que Nicodemos tinha fé salvífica.
Vamos destacar dois tipos de arrependimento:
1) ARREPENDIMENTO DE PEDRO: resultou em perdão – Mateus 26:75: “E Pedro lembrou-se do que dissera Jesus: Antes que o galo cante, três vezes me negarás. E, saindo dali, chorou amargamente” e restauração – João 21:15-17: “Depois de terem comido, perguntou Jesus a Simão Pedro: Simão Pedro: Simão, filho de João, amas-me mais do que estes? Respondeu- lhe: Sim, Senhor; tu sabes que te amo. Disse-lhe: Apascenta os meus cordeirinhos. Tornou a perguntar-lhe: Simão, filho de João, amas-me? Respondeu-lhe: Sim, Senhor; tu sabes que te amo. Disse-lhe: Pastoreia as minhas ovelhas. Perguntou-lhe terceira vez: Simão, filho de João, amas-me? Entristeceu-se Pedro por lhe ter perguntado pela terceira vez: Amas- me? E respondeu-lhe: Senhor, tu sabes todas as coisas; tu sabes que te amo. Disse-lhe Jesus: Apascenta as minhas ovelhas.”
2) ARREPENDIMENTO DE JUDAS: embora Judas tivesse a consciência do que ele havia feito era errado, não há evidências de que ele tenha confessado seu pecado e rogado por perdão ao Senhor. Mateus 27:3-5: “Então Judas, aquele que o traíra, vendo que Jesus fora condenado, devolveu, compungido, as trinta moedas de prata aos anciãos, dizendo: Pequei, traindo o sangue inocente. Responderam eles: Que nos importa? Seja isto lá contigo. E tendo ele atirado para dentro do santuário as moedas de prata, retirou-se, e foi enforcar-se.”
Diferença entre Saul e Davi
Deus chama Saul para liderar Israel, fazendo-o subir da menor das tribos (1 Sm 9.15). Essa convocação é resposta aos clamores de Israel (9.16), da mesma forma como aconteceu com o chamado de Moisés em Êxodo 2.23-25. A misericórdia de Deus leva-o a instalar a monarquia. Como representante de Yahweh, Samuel unge Saul, uma cerimônia que simboliza a unção do Espírito que mais tarde Saul recebe (1 Sm 10.1-13). Por sua vez o Espírito de Deus capacita Saul a derrotar os filisteus e, desse modo, reunir todo o Israel em torno de si (11.6). Não pode haver dúvida de que Yahweh escolheu e abençoou Saul ou de que, a esta altura dos acontecimentos, Saul obedece Deuteronômio 17.14-20 ou ainda de que um retorno ao sistema de juizes é improvável, se não impossível.
O fracasso de Saul acontece em três atos, nenhum dos quais afeta o sucesso de Israel na guerra. Primeiro, o próprio Saul oferece sacrifícios quando Samuel não aparece como prometido e o exército enfraquece antes de uma batalha importante (1 Sm 13.1-19). Samuel informa-o que ele agiu tolamente, tão tolamente que perdeu a oportunidade de Deus lhe dar um reino eterno (1 Sm 13.10-13).
Segundo, Saul faz um voto apressado que seu filho diz “trazer desgraça” ao povo (14.1-30). Embora Deus lute por Israel contra os filisteus (14.15-23) e a despeito das vitórias de Jônatas que provam que Deus está com Israel, Saul jura que o exército não se alimentará até ele ter se vingado (14.24). Esse voto assemelha-se ao malfadado voto de Jefté (Jz 11.31- 40)32 e revela que Saul “está fora de sintonia com Deus e até mesmo com natureza e as necessidades humanas”. Também deixa implícito que para Saul o objetivo da guerra é mais promover vingança pessoal do que reabilitar o nome de Yahweh ou alcançar segurança para o povo. Em outras palavras, ele age como outros reis. Só a intervenção do povo impede Saul de executar Jônatas assim como Jefté sacrificara a filha (14.31-52).
Terceiro, Samuel traz da parte de Deus uma ordem explícita para que Saul destrua os amalequitas na guerra (15.1-3). O motivo é a antiga oposição de Amaleque a Israel (v. Ex 17.8-16; Dt 25.17-19), e o método de guerra acha-se detalhado em Deuteronômio 20.16-18. Desobedecer significa recusar-se a honrar a palavra escrita ou revelada de Deus. Embora Deus conceda a vitória, Saul poupa o rei inimigo e o melhor do saque, destruindo apenas despojos sem valor (15.1-9). Mais uma vez ele age exatamente como quase qualquer outro rei, dessa forma compreendendo erroneamente o sucesso no trabalho de um rei.
Yahweh rejeita Saul e envia Samuel para informá-lo disso (1 Sm 13.13 - 15.10-12). Saul erigiu um monumento a si mesmo, mais um indício de sua atitude quanto à guerra (15.12). Quando confrontado, reconhece a desobediência só debaixo de muita pressão. Mesmo então acredita que agiu bem e confessa o erro só porque deseja manter o poder (15.30), um desejo que mais tarde torna-se uma obsessão. A condenação por Samuel é simples: Saul tem rejeitado a palavra de Yahweh, o qual tem sempre insistido que a obediência vem antes do sacrifício (15.19-23). Desse modo sua rejeição é definitiva (15.26-29). Deve-se uma vez mais ressaltar que Yahweh decide rejeitar Saul. Quem escolheu Saul também pode substituí-lo.




Autor: Sérgio Henrique Zilochi Soares

Aconselhamento Pastoral em Crises e Conflitos Conjugais

Artigo Teológico apresentado na Faculdade Batista do Paraná. Pós graduação em Aconselhamento Patoral.



Enfrentando as Crises Conjugais sob a Orientações das Sagradas Escrituras

Artigo Teológico apresentado ao Seminário Bíblico Mineiro.



A obra do Espírito Santo

No Princípio
Ativo e presente na criação, movendo-se sobre condições ainda não ordenadas (Gn 1.3)

No Antigo Testamento
. A origem de habilidades sobrenaturais (Gn 41.38)
. O doador de talentos artísticos (Ex 31.2-5)
. A fonte de poder e forca (Jz 3.9-10)
. A inspiração de profecia (1 Sm 19.20,23)
. O que equipa mensageiros de Deus (Mq 3.8)

Nas profecias do Antigo Testamento
. A purificação do coração para uma vida santa (Ez 36.25-29)
Na Salvação
. Regenera o crente (Tt 3.5)
. Habita no crente (Rm 8.9-11)
. Santifica o crente (2 Ts 2.13)

No Novo Testamento
. Declara as verdades sobre Cristo (Jo 16.13-14)
. Reveste do poder necessário a proclamação do evangelho (At 1.8)
. Derrama amor de Deus nos corações (Rm 5.5)
. Intercede (Rm 8.26)
. Concede os dons para o ministério (1 Co 12.4-11)
. Possibilita os frutos necessários a uma vida santa (Gl 5.22-23)
. Fortalece os ser interior (Ef 3.16)

Na Palavra Escrita
. Inspirou as Sagradas Escrituras (2 Tm 3.16; 2 Pe 1.21)

Fonte: Bíblia de Estudo de Genebra. Compre este livro em http://www.cep.org.br

O Batismo do Espírito Santo

Jl 2.28,29; Jo 7.37-39; At 2.1-11; 1 Co 12; 1 Co 14.26-33

"E isto disse ele do Espirito que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espirito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado." Jo 7.39
"Você já recebeu o batismo do Espirito Santo?" Uma pessoa que se torna crista em nossos dias mais cedo ou mais tarde ouvira esta pergunta. Tal pergunta geralmente e feita pelos cristãos carismáticos, os quais são entusiastas a respeito das experiências que tem com o Espirito Santo.. Uma doutrina que antigamente era mais confinada as igrejas Pentecostais e a Assembleia de Deus agora tem se tornado o ponto de central importância para um grande numero de crentes. O movimento neopentecostal tem alcançado praticamente todas as denominações cristas. Um senso de empolgação e de avivamento espiritual geralmente acompanha essa nova descoberta da presença e do poder do Espirito Santo na Igreja.
O neopentecostalíssimo procura definir a doutrina do batismo do Espirito Santo com base nas experiências das pessoas. Tal doutrina tem sido amplamente controvertida. Geralmente, mas não sempre, os cristãos carismáticos consideram o batismo do Espirito Santo como uma segunda obra de graça, distinta e subsequente a regeneração e a conversão. Os carismáticos estão divididos entre eles mesmos quanto a questão, se falar em línguas e um sinal
necessário ou uma manifestação do "batismo".
Os pentecostais apontam para o padrão no livro de Atos, onde os crentes (os quais experimentaram a obra regeneradora do Espirito Santo antes do dia de Pentecostes) foram cheios do Espirito Santo e falaram em línguas. Este padrão bíblico, que inclui um lapso de tempo entre a conversão e o batismo do Espirito, e usado então como norma para todas as épocas.
Os pentecostais estão certos em ver certa distinção entre a regeneração pelo Espirito Santo e o batismo. Regeneração refere-se ao Espirito Santo dando nova vida ao crente - vivificando aquele que estava morto no pecado. O batismo do Espirito Santo refere-se a Deus capacitando seu povo para o ministério. Embora a distinção entre a regeneração e o batismo do Espirito Santo seja legitima, transforma o lapso de tempo entre ambos numa norma para todas as gerações e uma atitude improcedente. O padrão normal desde os dia dos apóstolos tem sido que os cristão recebem a capacitação do Espirito Santo juntamente com a regeneração. Não e necessário que o crente busque uma segunda e especifica obra do batismo do Espirito depois da conversão. Todos cristão e cheio do Espirito, numa medida maior ou menor, dependendo da correspondência de consagração a ele.
Outro problema com doutrina pentecostal e que ela tem uma visão incorreta do Pentecostes, o qual e uma "linha divisória" na historia do Novo Testamento. No Antigo Testamento, só alguns crentes selecionados foram dotados por Deus com dons para o ministério (ver Nm 11). Este padrão mudou no Pentecostes, quando todos os crentes presentes (todos judeus) receberam o batismo. Semelhantemente, nos derramamentos posteriores, os convertidos samaritanos (At 8), o crentes na casa de Cornélio (At 10) e os discípulos gentios de Joao Batistas que viviam em Éfeso (At 19), todos receberam o batismo do Espirito. Os primeiros crentes não acreditavam que os samaritanos, os prosélitos e os discípulos de Joao Batista pudessem ser cristãos. Desta maneira, o batismo do Espirito Santo serviu como confirmação de sua membresia na Igreja. Visto que cada um desses grupos experimentou o batismo do Espirito Santo da mesma maneira que os judeus experimentaram no Pentecostes, a inclusão deles na Igreja era inquestionável. O próprio Pedro foi o primeiro a experimentar isso. Quando viu o Espirito Santo descer sobe os gentios tementes a deus na casa de Cornélio, ele concluiu que não havia nada que impedisse que fossem aceitos plenamente como membros da Igreja. Pedro disse: "Pode alguém porventura recusar a agua, para que não sejam batizados estes, que também receberam como nos o Espirito Santo?" (At 10.47).
Os episódios subsequentes do batismo do Espirito Santo, depois do Pentecostes devem ser entendidos como uma extensão do Pentecostes, por meio do qual todo o Corpo recebeu dons para o ministério. Na igreja do Novo testamento nem todos os cristãos falaram em línguas, mas todos os cristãos receberam dons do Espíritos Santo. Desta maneira, se cumpriu a profecia de Joel (At 2.16-21).

Sumario
1. O batismo do Espirito Santo e uma obra distinta da qual o Espirito dota os crentes com dons para o ministério.
2. No livro de Atos, o Espíritos Santo foi derramado sobre quatro grupos (judeus, samaritanos, prosélitos e gentios), indicando que todos estavam incluídos na igreja.
3. O Pentecostes cumpre a profecia do Antigo Testamento de que o Espirito seria derramando sobre todos os crentes e não sobre um grupo restrito.

Autor: R. C. Sproul
Fonte: 2o Caderno Verdades Essenciais da Fe Crista – R.C.Sproul. Editora Cultura Crista. Compre este livro em http://www.cep.org.br

Dons Espirituais

O Espirito Santo prepara a Igreja

"E a graça foi concedida a cada um de nos segundo a proporção do dom de Cristo... E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho de seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo." Efésios 4.7,11,12
O Novo Testamento retrata as igrejas locais, em que alguns cristãos exercem ofícios ministeriais formais e oficiais (presbíteros-supervisores e diáconos, Fp 1.1), enquanto todos desempenham serviços em papeis informais. O ministério de cada membro no corpo de Cristo e o ideal neotestamentario. E claro que os oficiais que supervisionam não devem restringir os ministérios informais, mas sim facilita-los (Ef 4.11-13), do mesmo modo que e claro que os que ministram
informalmente não devem permitir que os supervisores dirijam seus ministérios por meios que sejam ordeiros e edificadores (isto e, confortando e edificando, 1 Co 14.3-5, 12, 26, 40; Hb 13.17). O corpo de Cristo cresce na maturidade em fé e amor, “segundo a justa cooperação de cada parte” (Ef 4.16) e cumpre sua forma de serviço doadora de graça (Ef 4.7,12).
A palavra dom (literalmente “dadiva” ou “doação”) aparece em conexão com serviço espiritual somente em Efésios 4.7,8. Paulo explica a frase Ele... concedeu dons aos homens referindo-se ao Cristo assunto ao céu dando a sua igreja pessoas chamadas e preparadas para o ministério de apostolo, profeta, evangelista e pastor-mestre. Outrossim, por meio do ministério capacitador
desses oficiais, Cristo esta concedendo um papel ministerial de uma forma ou de outra a cada cristão. Em outras partes (Rm 12.4-8; 1 Co 12-14), Paulo chama esses poderes dados divinamente para servir charismata (dons que são manifestações especificas de charis ou graça, o amor ativo e criativo de Deus, 1 Co 12.4), e também pneumatika (dons espirituais como demonstrações especificas da energia do Espirito Santo, pneuma de Deus, 1 Co 12.1).
Entre as muitas obscuridades e questões debatidas com respeito ao charismata do Novo Testamento, três certezas despontam. Primeira, um dom espiritual e uma capacidade de certa forma de expressar, celebrar, expor e, portanto, transmitir Cristo. Sabemos que os dons, corretamente usados, edificam os cristãos e as igrejas. Mas somente o conhecimento de Deus em
Cristo edifica; portanto, cada charisma deve ser uma capacitação de Cristo para mostrar Cristo e participar dele de um modo edificante.
Segundo, os dons são de dois tipos. Ha dons de falar e de amar, de ajuda pratica. Em Romanos 12.6-8, a lista de Paulo sobre os dons alterna entre as categorias: um, três e quatro (profetizar, ensinar e exortar) são dons de falar; itens dois, cinco seis e sete (servir, dar, guiar e mostrar misericórdia) são dons de ajuda. A alternância implica que nenhuma ideia de superioridade de um dom sobre o outro pode ser introduzida. Apesar do quanto os dons diferem como formas de atividade humana, todos são de igual dignidade, e a única questão e se o cristão usa apropriadamente o dom que possui (1 Pe 4.10,11).
Terceiro, nenhum cristão e falto de dom (1 Co 12.7; Ef 4.7), sendo responsabilidade de todos encontrar, desenvolver e usar plenamente quaisquer capacidade para o serviço que Deus lhes concedeu.


Autor: J. I. Packer
Fonte: Teologia Concisa, Ed. Cultura Crista. Compre este livro em http://www.cep.org.br

O Espírito Santo como Santificador

Jo 15.26; 2 Co 3.17,18; Gl 4.6; Fp 2.12,13; 1 Pe 1.15,16

Deus chama todas as pessoas para espelharem e refletirem o caráter dele: "segundo e santo aquele que vos chamou, tornai-vos santo também vos mesmos em todo o vosso procedimento, porque escrito esta: Sede santos, porque eu sou santo" (1 Pe 1.15,16). Nosso problema e que não somos intrinsecamente santos; somos profanos. Mesmo assim, a Bíblia se refere a nos com "os santos". Visto que a santidade não se encontra em nos, temos de nos tornar santo. E o Espirito Santo quem opera para nos tornar santos, para nos conformar com a imagem de Cristo. Como a Terceira Pessoa da Trindade, o Espirito Santo não e mais do que Pai e o Filho, muito embora não falemos do
Pai Santo e do Filho Santo e do Espirito Santo. O Espirito de Deus e chamado de Espirito Santo não tanto por causa da sua pessoa (a qual de fato e santa), mas por causa de sua obra de nos fazer santos.
Esta e a obra especial do Espirito Santo: nos fazer santos. Ele nos consagra. O Espirito Santo cumpre a função de santificação. Ser santificado significa ser feito santo, ou justo. A santificação e um processo que começa no momento em que nos tornamos cristãos. Esse processo continua ate a morte, quanto finalmente o crente torna-se total e eternamente justo.
A fé reformada e distintiva em sua ênfase sobre a obra exclusiva do Espirito Santo na regeneração. Nos não cooperamos com o Espirito no Novo Nascimento. Rejeitamos totalmente qualquer noção de esforço cooperativo na regeneração do crente. A santificação, entretanto, e outro assunto. Nossa santificação e uma obra conjunta, de cooperação. Temos de trabalhar junto com o Espirito Santo para crescermos em santificação. O apostolo Paulo expressou esta ideia em sua carta a igreja de Filipos: "De sorte que, meus amados, assim como sempre obedecestes, não só na minha presença, mas muito mais agora na minha ausência, assim também operai a vossa salvação com temor e tremor; Porque Deus e o que opera em vos tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade." (Fp 2.12,13)
O chamado a cooperação e algo que envolve esforço. Temos de labutar com empenho. Labutar com temor não pressupõe um espirito de terror, mas de reverencia associada a diligencia. Somos consolados com o conhecimento de que não somos deixados sozinhos nessa tarefa, ou entregues aos nossos próprios esforços. Deus esta operando em nosso intimo para realizar nossa santificação.
O Espirito Santo habita no crente, operando para produzir uma vida e um coração mais justo. Devemos ser cuidadosos, entretanto, para não confundir habitação do Espirito com algum tipo de deificação do individuo. O Espirito esta no crente e age com o crente, mas não se converte no crente. O Espirito trabalha para produzir seres humanos santificados - não criaturas deificadas.
Quando o Espirito habita em nos, ele não se torna humano e nos não nos tornamos deuses. O Espirito Santo não destrói nossa identidade pessoal como seres humanos. Em nossa santificação, devemos nos tornar semelhantes a Deus quanto ao caráter não quanto a essência.

Sumário
1. Deus nos chama para refletirmos sua santidade.
2. Tornarmo-nos santos requer que recebamos santidade de fora de nos mesmos.
3. O Espirito Santo se chama santo por causa obra como nosso santificador.
4. A santificação e um processo que dura a vida toda.
5. A santificação e uma obra cooperativa, envolvendo o crente e o Espirito Santo.
6. A habitação do Espirito Santo em nos não opera nossa deificação.

Autor: R. C. Sproul
Fonte: 2o Caderno Verdades Essenciais da Fe Crista – R.C.Sproul. Editora Cultura Crista. Compre este livro em http://www.cep.org.br

Iluminação

O Espirito Santo da Entendimento Espiritual

"O homem natural não aceita as coisas do Espirito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente."1 Coríntios 2.14

O conhecimento das coisas divinas, para o qual os cristãos são atraídos, e mais do que uma intimidade formal com as palavras bíblicas e as ideias cristas. E uma conscientização da realidade e relevância das atividades do Deus triuno, as quais a Escritura testifica. Tal conscientização não e normal nas pessoas, por mais familiaridade que tenham com as ideias cristas (como o homem sem o Espirito em 1 Co 2.14, que não aceita o que os cristãos lhe dizem, ou os cegos guias de cegos, de quem Jesus falou tão causticamente em Mt 15.14, ou Paulo antes do seu encontro com Jesus na estrada de Damasco). Somente o Espirito Santo, perscrutador das profundezas de Deus (1 Co 2.10), pode efetuar essa conscientização em nossas mentes e corações obscurecidos pelo pecado. E por isso que e chamada “entendimento espiritual” (espiritual significa “dado pelo Espirito”, Cl 1.9; cf. Lc 24.25; 1 Jo 5.20) . Aqueles que, ao lado de uma solida instrução verbal, possuem “unção que vem
do Santo...(tem) conhecimento da verdade” 1Jo 2.20.
A obra do Espirito de conceder esse conhecimento e chamada “iluminação”. Não e uma nova revelação que esteja sendo dada, mas uma obra dentro de nos que nos capacita a compreender e amar a revelação que esta ali diante de nos no texto bíblico ouvido ou lido, e explanado por professores e escritores. O pecado em nosso sistema mental e moral anuvia nossas mentes e vontades, de modo que não compreendemos a forca da Escritura e resistimos a ela. Deus parece-nos remoto, ao extremo da irrealidade, e diante da sua verdade somos embotados a apáticos. O Espirito, contudo, abre e desanuvia nossas mentes, sintonizando nossos corações para que compreendamos (Ef 1.17,18; 3.18,19; 2 Co 3.14-16; 4.6). Como pela iluminação e, pois, a aplicação da verdade revelada de Deus aos nossos corações, a fim de que apreendamos como realidade para nos o que o texto sagrado anuncia.
A iluminação, que e um ministério permanente do Espirito Santo aos cristãos, inicia antes da conversão com uma crescente compreensão da verdade acerca de Jesus Cristo e uma crescente sensação de estar sendo avaliado e exposto por ela. Jesus disse que o Espirito “convenceria o mundo” do pecado de não crer nele, do fato de Ele estar a direita de Deus Pai (como seu bom acolhimento na volta ao céu o provou), e da realidade do julgamento tanto aqui como na vida futura (Jo 16.8-11). Este convencimento triplo e ainda o meio de Deus fazer que o pecado seja repulsivo e Cristo adorável aos olhos das pessoas que antes amavam o pecado e não tinham nenhum interesse pelo divino Salvador.
A forma de ser plenamente beneficiado pelo ministério da iluminação do Espirito e o estudo serio da Bíblia, a oração seria e a seria correspondência obediente a todas e quaisquer verdades que já tenham sido expostas. Isto corresponde a máxima de Lutero sobre as três coisas que fazem um teólogo: oratio (oração), meditatio (pensar na presença de Deus sobre o texto), e tentatio (provação, a luta pela fidelidade bíblica diante da pressão para desatender o que a Escritura diz).

Autor: J. I. Packer
Fonte: Teologia Concisa, Ed. Cultura Crista. Compre este livro em http://www.cep.org.br

O testemunho Interior do Espírito Santo

Jo 15.13; At 5.32; At 15.28; Rm 8.16; Gl 5.16-18

"E nos somos testemunhas destas coisas, e bem assim o Espirito Santo, que Deus deu aqueles que lhe obedecem." At 5.32

Em qualquer tribunal de júri que inclua testemunhas, o depoimento delas e crucial para o caso. O testemunho e importante porque se destina a ajudar-nos a chegarmos a verdade sobre o caso. Em alguns julgamentos, o depoimento de algumas testemunhas e questionado em razão de o caráter delas ser suspeito. O testemunho de um psicopata mentiroso tem pouquíssimo valor. Para que o testemunho tenha credibilidade, a testemunha precisa ser confiável.
Quando Deus testifica sobre a verdade de alguma coisa, seu testemunho e certo e totalmente inquestionável. O testemunho que tem Deus como autor não pode falhar. Ele e de fato um testemunho infalível. Procede do caráter mais elevado possível, da fonte mais profunda de conhecimento e da mais suprema autoridade. A confiabilidade do testemunho de Deus fez Lutero certa vez declarar: "O Espirito Santo não e cético." As verdades que p Espirito Santo revela são maus certas do que a própria vida.

Joao Calvino ensinava que apesar de as Escrituras manifestarem sinais claros e inquestionáveis da sua autoridade divina e exibir evidencias satisfatórias de sua origem divina, essas evidencias não nos persuadem plenamente ate que, ou a menos que, sejam seladas em nosso coração por meio do testemunho interior do Espirito Santo. Calvino reconhecia a diferença entre prova e persuasão.

Mesmo que sejamos capazes de oferecer provas objetivas e conclusivas sobre a verdade das Escrituras, isso não e garantia de que as pessoas irão crer nelas, aceita-las ou abraça-las. Para que sejamos persuadidos quanto a verdade das Escrituras, precisamos de ajuda do testemunho interior do Espirito. Ele nos leva a concordar com as evidencias irrefutáveis da verdade da Bíblia ou aceita-las. E seu testemunho interior, o Espirito Santo não oferece nenhuma informação nova e secreta, nem nenhum argumento mais engenhosos ao qual não podemos ter acesso por outros meios. Pelo contrario, ele opera em nosso espirito para quebrar e vencer nossa resistência a verdade de Deus.

Ele nos move a rendermo-nos ao ensino claro da Palavra de Deus e a abraçá-la cheios de confiança. O testemunho interior do Espirito não e uma figura para misticismo nem um escape para o subjetivismo, onde os sentimentos pessoais são elevados a condição de autoridade absoluta. Existe uma diferença crucial entre o testemunho do Espirito Santo ao nosso espirito e o testemunho
humano do nosso próprio espirito. O testemunho do Espirito Santo e a Palavra de Deus. Chega a nos com a Palavra e através da Palavra. Não e um testemunho separado ou desprovido da Palavra.
Assim como o Espirito Santo testifica ao nosso espirito de que somos filhos de Deus, confirma sua Palavra a nos (Rm 8.16), assim ele também nos assegura intimamente que a Bíblia e a Palavra de Deus.

Sumario
1. O testemunho de Deus e totalmente confiável.
2. A Bíblia oferece evidencias objetivas de que e a Palavra de Deus.
3. Não somos totalmente persuadidos quanto a verdade das Escrituras sem o testemunho do Espirito Santo.
4. O testemunho interior do Espirito não oferece argumento novo a mente, mas opera em nosso coração e em nosso espirito nos levando a aceitarmos as evidencias que já estão lá.
5. A doutrina do testemunho interno do Espirito Santo não e uma licença para acreditarmos que tudo o sentimos ser verdadeiro e de fato verdadeiro.

Autor: R. C. Sproul
Fonte: 2o Caderno Verdades Essenciais da Fe Crista – R.C.Sproul. Editora Cultura Crista. Compre
este livro http://www.cep.org.br

Divindade e Personalidade do Espírito


Pode-se estabelecer a veracidade da divindade do Espirito Santo com base na Escritura segundo uma linha de comprovação muito semelhante a que foi empregada com relação ao Filho:
(1) São-lhe dados nomes divinos, Ex 17.7 (compare com Hb 3.7-9); At 5.3,4; 1 Co 3.16; 2 Tm 3.16; 2 Pe 1.21.
(2) São lhe atribuídas perfeições divinas, como onipresença, Sl 139.7-10; onisciência, Is 40.13,14 (compare com Rm 11.34); 1 Co 2.10,11; onipotência, 1 Co 12.11; Rm 15.19, e eternidade, Hb 9.14.
(3)El realiza obras divinas, como a criação, Gn 1.2; Jo 26.13; 33.4; renovação providencial; Sl 104.30; regeneração, Jo 3.5,6, Tt 3.5; e a ressurreição dos mortos, Rm 8.11.
(4) É-lhe prestada honra divina, Mt 28.19; Rm 9.1; 2 Co 13.13.

A personalidade do Espírito Santo

As expressões "Espirito de Deus" e "Espirito Santo" não sugerem personalidade com a clareza que o termo "Filho" sugere. Além disso, a pessoa do Espirito Santo não apareceu de forma claramente discernível entre os homens, como aconteceu com a pessoa do Filho de Deus. Como resultado, a personalidade do Espirito Santo muitas vezes foi posta em questão e, portanto, merece atenção especial. A personalidade do Espirito foi negada na Igreja Primitiva pelos monarquistas e pneumatomaquianos. Nesta negação eles foram seguidos pelos socianos dos dias Reforma. Mais recentemente, Schleiermacher, Ritschl, os unitários, os modernistas dos dias atuais e todos os
sabelianos modernos rejeitam a personalidade do Espirito Santo. Muitas vezes se diz hoje em dia que as passagens que parecem implicar a personalidade do Espirito Santo simplesmente contem personificações. Mas as personificações certamente são raras nos escritos em prosa do Novo Testamento, e podem ser reconhecidas com facilidade. Ademais, essa explicação evidentemente destrói o sentido de algumas dessas passagens como, por exemplo, Jo 14.26; 16.7-11; Rm 8.26.

A prova bíblica da personalidade do Espirito Santo e mais que suficiente:
(1) Designativos próprios de personalidade Lhe são dados. Embora pneuma seja neutro, o pronome masculino ekeinos e utilizado com referencia ao Espirito Santo em Jo 16.14; e em Ef 1.14 algumas das melhores autoridades tem o pronome relativo masculino hos. Além disso, e lhe aplicado o nome Parakletos, Jo 14.26; 15.26; 16.7, termo que não pode ser traduzido por "conforto", "consolação", nem pode ser considerado como nome de alguma influencia abstrata. Um fato que indica que se trata de uma pessoa e que o Espirito Santo, como Consolador, e colocado em justaposição com Cristo como Consolador que estava para partir, a quem o mesmo termo e aplicado em 1 Jo 2.1. E verdade que este termo e seguido pelos neutros ho e auto em Jo 14.16-18, mas isto se deve ao fato de que intervém o vocábulo pneuma.
(2) São-lhe atribuídas características de pessoa, como inteligência, Jo 14.26; 15.26; Rm 8.16, vontade, At 16.7; 1 Co 12.11, e sentimentos, Is 63.10; Ef 4.30. Demais, Ele realiza atos próprios de personalidade. Sonda, fala, testifica, ordena, revela, luta, cria, faz intercessão, vivifica os mortos, etc., Gn1.2; 6.3; Lc 12.12; Jo 14.26; 15.26; At 8.29; 13.2; Rm 8.11; 1 Co 2.10,11. O realizador destas coisas não pode ser um simples poder ou influencia, mas tem que ser uma pessoa.
(3) E apresentado como mantendo tais relações com outras pessoas, que implicam Sua própria personalidade. Ele e colocado em justaposição com os apóstolos em At 15.38, com Cristo em Jo 16.14, e com o Pai e o Filho em Mt 28.19; 2 Co 13.13; 1 Pe 1.1,2; Jd 20,21. Uma boa exegese exige que nestas passagens o Espirito Santo seja considerado uma pessoa.
(4) Também ha passagens em que se distingue entre o Espirito e o Seu poder, Lc 1.35; 4.14; At 10.38; Rm 15.13; 1 Co 2.4. Tais passagens seriam tautológicas, sem sentido, e ate absurdas, se fossem interpretadas com base no principio de que o Espirito e pura e simplesmente um poder impessoal. Pode-se ver isto substituindo o nome "Espirito Santo" pela palavra "poder" ou
"influencia".

Autor: Louis Berkhof
Fonte: Teologia Sistemática do autor, pg. 96,97,98 Ed CEP. Compre este livro http://www.cep.org.br

A Personalidade do Espírito Santo

Jo 16.13; 2 Co 13.13; 1 Tm 4.1; Tg 4.5; 1 Jo 5.6

"Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não vira a vos; mas, quando eu for, vo-lo enviarei. E, quando ele vier, convencera o mundo do pecado, e da justiça e do juízo." (Jo 16.7,8)

Na noite em que minha esposa se converteu a Cristo, ela exclamou: "Agora eu sei quem e o Espirito Santo". Antes daquele momento, ela pensava no Espirito como uma "coisa" e não como um ser pessoal. Quando falamos da personalidade do Espirito Santo, queremos dizer que o Terceiro Membro da Trindade e uma pessoa e não uma forca. Isso e muito claro nas Escrituras, onde só pronomes pessoais são usados em referencia ao Espirito. Em Joao 16.13, Jesus disse: "Mas, quando vier aquele Espirito de verdade, ele vos guiara em toda a verdade; porque não falara de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciara o que ha de vir.".

Visto que o Espirito Santo e uma pessoal real e distinta, e não uma forca impessoal, podemos experimentar uma relacionamento pessoal com ele. Paulo abençoa a igreja de Corinto de uma maneira que enfatiza isso: "A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espirito Santo sejam com todos vos." (2 Co 13.13 - ou em algumas versos 2 Co 13.14). Ter comunhão com alguém e entrar em relação pessoal com ele. Além disso, somos intimados a não pecar contra, resistir ou entristecer o Espirito Santo. Forcas impessoais não podem ser "entristecidas". Tristeza só pode ser experimentada por um ser pessoal.

O Espirito Santo e uma pessoa, e por isso e correto orar a ele. Seu papel na oração e nos assistir, para nos expressarmos adequadamente ao Pai. Assim como Jesus intercede por nos como Sumo Sacerdote, também o Espirito Santo intercede por nos em oração. Finalmente, a Bíblia fala do Espirito Santo desempenhado tarefas que só pessoas podem desempenhar. O Espirito conforta, guia e ensina os eleitos (ver Jo 16). Essas atividades são feitas de uma maneira que envolve inteligência, vontade, sentimentos e poder. Ele sonda, escolhe, revela, conforta, convence e admoesta. Somente uma pessoa poderia fazer tais coisas. A resposta do cristão, portanto, não e mera afirmação de que tal ser existe, mas antes, obedecer, amar e adorar o Espirito Santo, a Terceira Pessoa da Trindade.
Sumario
1. O Espirito Santo e uma pessoa, não uma forca impessoal.
2. A Bíblia usa pronomes pessoas ao referir ao Espirito Santo.
3. A obra do Espirito Santo tanto requer como exibe personalidade.
4. O cristão experimenta um relacionamento pessoal com o Espirito Santo.
5. o Espirito Santo deve ser cultuado e obedecido.

Autor: R. C. Sproul
Fonte: 2o Caderno Verdades Essenciais da Fe Crista – R.C.Sproul. Editora Cultura Crista. Compre este livro em http://www.cep.org.br

A Divindade do Espírito Santo

Gn 1.12; At 5.3,4; Rm 8.9-17; 1 Co 6.19,20; Ef 2.19-22

Na liturgia da Igreja, frequentemente ouvimos as palavras: "Em nome do Pai e do Filho e do Espirito Santo, amem". Esta expressão e uma formula trinitariana que atribui divindade a todas as três pessoas da Trindade.

Semelhante, cantamos: Gloria seja dada ao Pai e ao Filho e ao Espirito Santo. Como era no principio, e hoje e para todos sempre, eternamente. Amem, Amem.

Este cântico atribui gloria eterna as três pessoas da Trindade. O Espirito Santo recebe gloria junto com o Pai e o Filho. Enquanto a divindade de Cristo foi debatida durante séculos e o debate continua ainda hoje, a divindade do Espirito Santo geralmente e aceita na Igreja. A razão pela qual a divindade do Espirito Santo nunca tenha sido alvo da controvérsia, talvez seja porque nunca assumiu a forma humana.

A Bíblia claramente representa o Espirito Santo como possuindo atributos divinos e exercendo autoridade divina. Desde o século IV, praticamente todos os que concordam que ele e uma pessoa também concordam que o Espirito e divino.
No Antigo Testamento, o que se diz de Deus frequentemente também se diz do Espirito de Deus. As expressões "Deus disse" e o "Espirito disse" são repetidamente intercambiadas. Estes padrão continua no Novo Testamento; talvez em nenhum outro texto isso fique tão claro como em Atos 5.3,4, onde Pedro diz: "Ananias, por que encheu Satanás teu coração, para que mentisses ao Espirito Santo, reservando parte do valor do campo?... Não mentiste aos homens, mas a Deus".

Resumindo, mentir ao Espirito Santo e o mesmo que ao próprio Deus. As Escrituras também se referem aos atributos divinos do Espirito Santo. Paulo escreve sobre a onisciência do Espirito em 1 Coríntios 2.10,11: "Mas Deus no-lo revelou pelo Espirito; porque o Espirito a todas as coisas perscruta, ate mesmo as profundezas de Deus. Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o seu próprio espirito, que nele esta? Assim, também as coisas de Deus, ninguém as conhece, senão o Espirito de Deus”. O salmista atesta sobre a onipresença do Espirito no Salmo 139.7,8: "Para onde me ausentarei do teu Espirito? Para onde fugirei da tua face? Se subo aos céus, lá estas; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estas também;" . O Espirito também operou na criação, movendo-se sobre a face das aguas (Gn 1.1,2).

Como uma declaração conclusiva sobre a divindade do Espirito Santo, temos a benção de Paulo no final da sua segunda carta aos Coríntios: "A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espirito Santo sejam com todos vos." (2 Co 13.13).

Sumário
1. A liturgia da igreja atribui divindade ao Espirito Santo.
2. O Antigo Testamento reconhece atributos e autoridades divinos do Espirito Santo.
3. O Novo Testamento reconhece atributos divinos do Espirito Santo.


Autor: R. C. Sproul
Fonte: 2o Caderno Verdades Essenciais da Fe Crista – R.C.Sproul. Editora Cultura Crista. Compre este livro em http://www.cep.org.br

O Espírito Santo (Paráclito)

O Espirito Santo Ministra aos crentes

"Mas, quando vier aquele Espirito de verdade, ele vos guiara em toda a verdade; porque não falara de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciara o que ha de vir. Ele me glorificara, porque ha de receber do que e meu, e vo-lo ha de anunciar." Jo 16.13,14

Antes da paixão de Jesus. Ele prometeu que o Pai e Ele enviariam a seus discípulos "outro Consolador" (Jo 14.16,26; 15.26; 16.7). O Consolador ou Paraclito (ou Paracleto, da palavra grega parakletos, que significa o que da auxilio), e um ajudador, conselheiro. fortalecedor, estimulador, aliado e advogado. Outro, pois Jesus foi o primeiro Paraclito e esta prometendo um substituto, que, apos sua partida, continuara o ensino e o testemunho que Ele havia iniciado (Jo 16.6,7).

O ministério do Paraclito, por sua própria natureza, e um ministério pessoal e relacional, implicando a plena pessoalidade de quem o consuma. Embora o Velho Testamento tenha dito muito acerca da atividade do Espirito na Criação (por exemplo, Gn 1.2; Sl 33.6), na revelação (p. ex., Is 61.1-6; Mq 3.8), na capacitação para o serviço (p. ex., Ex 31.2-6; Jz 6.34; 15.14,15; Is 11.2), e na renovação interior (p. ex., Sl 51.10-12; Ez 36.25-27), ele não torna claro que o Espirito e uma Pessoa divina distinta. No Novo Testamento, contudo, fica claro que o Espirito é verdadeiramente uma Pessoa distinta do Pai, assim como e o Filho. isto e evidente não somente pela promessa de "outro Consolador", mas também pelo fato de que o Espirito, entre outras coisas, fala (At 1.16; 8.29; 10.19; 11.12; 13.2; 28.25), ensina (Jo 14.26), testemunha (Jo 15.26), busca (1 Co 2.10,11), determina (1 Co 12.11), intercede (Rm 8.26,27), e alvo de mentira (At 5.3), e pode ser afligido (Ef 4.30). Somente de um ser pessoal podem ser ditas tais coisas.

A divindade do Espirito surge da declaração de que mentir ao Espirito e mentir a Deus (At 5.3,4), e da associação do Espirito com o Pai e o Filho nas bênçãos (2 Co 13.14; Ap 1.4-6) e na formula do batismo (Mt 28.19). O Espirito e chamado "os sete espíritos" em Apocalipse 1.4; 3.1; 4.5; 5.6, em parte, parece, porque sete e um numero que significa a perfeição divina e, em parte, porque o Espirito ministra em sua plenitude.

Portanto, o Espirito e "Ele", não "ele", e deve ser obedecido, amado e adorado, juntamente com o Pai e o Filho. Testemunhar a Jesus Cristo, glorifica-lo, mostrando a seus discípulos quem e o que Ele e (Jo 16.7-15), e faze-los cônscios do que são nele (Rm 8.15-17; Gl 4.6) e o ministério central do Paraclito. O Espirito nos ilumina (Ef 1.17,18), regenera (Jo 3.5-8), guia-nos a santidade (Rm 8.14; Gl 5.16-18), transforma-nos (2 Co 3.18; Gl 5.22,23), dá-nos certeza (Rm 8.16), e dons para ministério (1 Co 12.4-11). Todo trabalho de Deus em nos, tocando nosso corações, nosso caráter e nossa conduta, e feito pelo Espirito, embora aspectos desse trabalho sejam, às vezes, atribuídos ao Pai e ao Filho, de quem o espirito e executivo.
O pleno ministério do Espirito começa na manha do Pentecostes, logo depois da ascensão de Jesus (At 2.1-40, Joao Batista predisse que Jesus batizaria com Espirito Santo ( Mc 1.8; Jo 1.33), de acordo com a promessa do Velho Testamento de um derramamento do Espirito de Deus nos últimos dias (Jl 2.28-32; cf. jr 31.31-34), e Jesus havia repetido a promessa (At 1.4,5). A significação da manha do Pentecostes foi duplo: ela marcou o inicio da era final da historia do mundo antes do retorno de Cristo, e, comparada com a era do Velho Testamento, marcou uma formidável intensificação do ministério do Espirito e da experiência de viver para Deus.

Os discípulos de Jesus foram evidentemente crentes nascidos do Espirito antes do Pentecostes, de sorte que seu batismo no Espirito, que trouxe poder a sua vida e ministério (At 1.8), não foi o começo de sua experiência espiritual. Para todos, porem, que chegaram a fé desde a manha do Pentecostes, começando com os convertidos naquele evento, o recebimento do Espirito na plena benção da nova aliança tem sido um aspecto de sua conversão e novo nascimento (At 2.37; Rm 8.9. 1 Co 12.13). Todas as aptidões para o serviço que surgem subsequentemente na vida de um cristão devem ser vistas como a seiva emanada desse batismo espiritual inicial, que une vitalmente o pecador ao Cristo ressurreto.

Autor: J. I. Packer
Fonte: Teologia Concisa, pg. 135, Ed. Cultura Crista. Compre este livro em http://www.cep.org.br

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Apostila de Introdução ao Antigo Testamento II

Apostila utilizada no Seminário Bibico Mineiro em Sete Lagoas.

Professor: Sérgio Henrique Zilochi Soares




Apostila de Introdução ao Antigo Testamento I

Apostila utilizada no Seminário Bibico Mineiro em Sete Lagoas.

Professor: Sérgio Henrique Zilochi Soares