quinta-feira, 13 de outubro de 2011

JUSTIFICAÇÃO


Romanos 4:25 – “O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação.”
5:18 – “Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida.”
10:4 – “Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê.”

A justificação é um ato judicial de Deus no qual ele declara com base na justiça de Jesus Cristo que todas as reivindicações da lei estão satisfeitas com vistas ao pecador. (Loius Berkfof)
A justificação pode ser definida como um ato gracioso e judicial de Deus pelo qual ele declara justos pecadores crentes, na base da justiça de Cristo, que lhes é creditada, perdoando seus pecados, adotando-os como filhos e dando-lhes direito à vida eterna. (Anthony Hoekema)
A base para a nossa justificação é a obra expiatória de Jesus Cristo. É tudo o que ele fez por nós, ao sofrer a punição que nossos pecados mereciam e cumprindo perfeitamente a lei em nosso lugar. A perfeita justiça imputada ou creditada a nós quando, por meio da fé, nos tornamos um em Cristo é a base adequada da nossa justificação.

Quando falamos em justificação surgem basicamente duas palavras: REDENÇÃO e EXPIAÇÃO.

Apolytrosis – significa redenção no grego. Na época bíblica redenção significava o processo de comprar de volta um escravo para dar-lhe a liberdade por meio do pagamento de uma remissão. Jesus nos redimiu, nos resgatou do pecado que leva à morte, à perdição eterna, para uma vida em liberdade, uma vida íntegra e reta na sua presença.

Hilasterion – significa propiciação. Propiciação é o cancelamento do pecado. Através da obra de Jesus Cristo podemos ter todos os nossos pecados cancelados. 1 João 4:10 – “Nisto está o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados.”

Entendemos então que justificação significa a imputação da justiça de Cristo ao pecador crente, totalmente à parte de suas obras, isto é, é baseada no sofrimento e na obediência de Cristo. É preciso que tenhamos consciência que somos pecadores e merecedores da ira divina, contudo, mediante o amor de Deus nos é imputada a justiça de Cristo.
IMPUTAÇÃO – é um termo legal ou judicial que significa computar na conta de outro. 2 Coríntios 5:21 – “Aquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.”

O ato gracioso da justificação implica que a pessoa pratica um ato contrário a lei, contudo, existe uma circunstância que exclui a punibilidade de punição. Assim devemos entender a justificação de Deus. Somos culpados por termos pecado, transgredido contra sua lei, entretanto, Jesus Cristo é a causa que exclui a possibilidade de punição.
Gálatas 3:13 – “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro”

“Nosso mui misericordioso Pai, vendo-nos oprimidos e sobrecarregados e presos sob a maldição da lei, e que jamais poderíamos ser libertos dela pelo nosso próprio poder, enviou seu Filho ao mundo e lançou sobre ele todos os pecados de todos os homens – isto é, seja Pedro, o negador; seja Paulo, o perseguidor, o blasfemo e o opressor cruel; seja Davi, o adúltero; seja o pecador que comeu do fruto proibido no Paraíso; seja o ladrão que foi crucificado ao lado de Jesus; e seja qualquer pessoa que tenha cometido pecado de todo homem – ele pagou e expiou por eles.” ( Martinho Lutero, Commentary on St. Paul’s Epistle to the Galatians, pg 274)

Somos justificados pela fé: Romanos 5:1 – “Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo;” Atos 13:39 – “E de tudo o que, pela lei de Moisés, não pudestes ser justificados, por ele é justificado todo aquele que crê.” Gálatas 2:16 – “Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada.”

A justificação de um pecador é um ata abrangente de Deus, todos os pecados são perdoados quando a pessoa é justificada. A soma total dos seus pecados, tudo que está ante aos olhos de Deus é apagado ou coberto. Não há repetição de justificação na mente divina.
Salmo 103:8-12 – “Misericordioso e piedoso é o SENHOR; longânimo e grande em benignidade. Não reprovará perpetuamente, nem para sempre reterá a sua ira. Não nos tratou segundo os nossos pecados, nem nos recompensou segundo as nossas iniqüidades. Pois assim como o céu está elevado acima da terra, assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem. Assim como está longe o oriente do ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões.”
Miquéias 7:18-19 – “Quem é Deus semelhante a ti, que perdoa a iniqüidade, e que passa por cima da rebelião do restante da sua herança? Ele não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na sua benignidade. Tornará a apiedar-se de nós; sujeitará as nossas iniqüidades, e tu lançarás todos os seus pecados nas profundezas do mar.”
E como ficam nossos pecados futuros?
Mateus 6:14 – “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós” 1 João 1:9 – “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça.” 2:1-2 – “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo. E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.”
Não pode haver justificação sem santificação
1 Coríntios 1:30 – “Mas vós sois dele, em Jesus Cristo, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção” 1 Coríntios 6:11 – “E é o que alguns têm sido; mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus.”

“A justificação remove a culpa do pecado, enquanto a santificação remove a poluição do pecado e habilita o crescimento na semelhança de Cristo. A justificação acontece fora do homem e é uma declaração feita por Deus sobre o estado judicial desse homem. A santificação, no entanto, ocorre no interior do crente e renova progressivamente sua natureza. A justificação acontece de uma vez por todas, não sendo um processo nem um evento que se repete. A santificação, porém, é geralmente entendida como um processo contínuo ao longo da vida que nãos se completa senão quando termina a vida terrena. ( Salvos pela Graça, Anthony Hoekema, pg. 177)

AUTOR: Sérgio Henrique Zilochi Soares

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